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Partindo de duas narrativas de participantes ciganos : Atrás de um grande homem está sempre uma grande mulher

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste estudo, lança-se o olhar sobre a etnia cigana. Recorre-se ao Método das Narrativas de Associação Livre (Hollway & Jefferson, 2000) para aceder ao sujeito, entendido como psicológico. Através da realização de uma entrevista a um homem (Rui) e a uma mulher (Sara), ambos de etnia cigana, procede-se a uma análise detalhada da narrativa produzida, através dos pressupostos teóricos da metodologia utilizada. Destacam-se, enquanto temas centrais das entrevistas, os temas da identidade e representações do masculino e feminino. Relativamente a Rui, destaca-se o conflito entre passado e presente, cigano e branco, e eu e o grupo. No que concerne a Sara, revela-se um conflito superegóico, entre o interdito e o permitido. Finalmente, destacam-se os temas comuns a ambos. A figura masculina aparece em ambas as entrevistas como a forma, o poder e a lei, sendo este um poder, até certo ponto, vazio. A figura feminina revela-se como a figura que dá conteúdo a este homem vazio. Aparece, também, uma identidade étnica, um traço, embora estando relacionada com a história de cada um, que os dois entendem como característica da etnia e, consequentemente, também suas. Rui destaca a seriedade e união, enquanto que Sara, para alem da união, destaca a fidelidade.
Autores principais:Palha, Martinho Anjos Van Zeller
Assunto:Etnia cigana Identidade Representação da figura masculina Representação da figura feminina Identidade étnica Identity Gypsy culture Representation of the male figure Representation of the female figure Ethnic Identity
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Neste estudo, lança-se o olhar sobre a etnia cigana. Recorre-se ao Método das Narrativas de Associação Livre (Hollway & Jefferson, 2000) para aceder ao sujeito, entendido como psicológico. Através da realização de uma entrevista a um homem (Rui) e a uma mulher (Sara), ambos de etnia cigana, procede-se a uma análise detalhada da narrativa produzida, através dos pressupostos teóricos da metodologia utilizada. Destacam-se, enquanto temas centrais das entrevistas, os temas da identidade e representações do masculino e feminino. Relativamente a Rui, destaca-se o conflito entre passado e presente, cigano e branco, e eu e o grupo. No que concerne a Sara, revela-se um conflito superegóico, entre o interdito e o permitido. Finalmente, destacam-se os temas comuns a ambos. A figura masculina aparece em ambas as entrevistas como a forma, o poder e a lei, sendo este um poder, até certo ponto, vazio. A figura feminina revela-se como a figura que dá conteúdo a este homem vazio. Aparece, também, uma identidade étnica, um traço, embora estando relacionada com a história de cada um, que os dois entendem como característica da etnia e, consequentemente, também suas. Rui destaca a seriedade e união, enquanto que Sara, para alem da união, destaca a fidelidade.