Publicação

Relação de dependência das redes sociais, do smartphone e do jogo com a dependência alimentar em adultos

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A era digital intensificou comportamentos aditivos, incluindo dependência alimentar e dependências em redes sociais, videojogos e smartphones. Este estudo visa: (a) verificar se dependência de redes sociais, de videojogos e de smartphone predizem sintomas de dependência alimentar em adultos; e (b) avaliar o papel das variáveis socio-demográficas (idade, sexo e escolaridade) em sintomas associados à dependência alimentar. Método: A amostra incluiu 480 adultos (377 mulheres; 103 homens), 18–65 anos (M = 28,31; DP = 10,60), recrutados por questionário online. Aplicaram‑se: Questionário Socio-demográfico; Yale Food Addiction Scale 2.0; Internet Addiction Test adaptado a redes sociais; Internet Gaming Disorder Scale–SF; Smartphone Addiction Scale–SV. Os dados foram submetidos a modelação de equações estruturais. Resultados: O modelo explicou 19,3 % da variância em dependência alimentar (R² = .193). Dependência de redes sociais (β = .358, p < .001) e de videojogos (β = .178, p < .001) foram preditores significativos; dependência de smartphone não (β = .096, p = .235). O sexo feminino associou‑se a maiores níveis de dependência alimentar (β = .084, p = .052), enquanto idade (β = .036, p = .402) e escolaridade (β = –.054, p = .207) não foram preditoras significativas. Discussão: Os achados confirmam que o uso problemático de redes sociais e videojogos contribuem para padrões de sintomas associados à dependência alimentar, partilhando mecanismos de recompensa e desregulação emocional. A ausência de relação com smartphone sugere funções multifacetadas deste dispositivo. Recomenda‑se intervenções integradas centradas na regulação do uso digital e dos comportamentos alimentares, com especial atenção ao sexo feminino e à literacia digital e emocional.
Autores principais:Amaro, Marina Alexandra Silva Pina
Assunto:dependência alimentar redes sociais videojogos smartphone adições comportamentais adultos. food addiction social media addiction gaming addiction smartphone addiction behavioral addictions adults
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Introdução: A era digital intensificou comportamentos aditivos, incluindo dependência alimentar e dependências em redes sociais, videojogos e smartphones. Este estudo visa: (a) verificar se dependência de redes sociais, de videojogos e de smartphone predizem sintomas de dependência alimentar em adultos; e (b) avaliar o papel das variáveis socio-demográficas (idade, sexo e escolaridade) em sintomas associados à dependência alimentar. Método: A amostra incluiu 480 adultos (377 mulheres; 103 homens), 18–65 anos (M = 28,31; DP = 10,60), recrutados por questionário online. Aplicaram‑se: Questionário Socio-demográfico; Yale Food Addiction Scale 2.0; Internet Addiction Test adaptado a redes sociais; Internet Gaming Disorder Scale–SF; Smartphone Addiction Scale–SV. Os dados foram submetidos a modelação de equações estruturais. Resultados: O modelo explicou 19,3 % da variância em dependência alimentar (R² = .193). Dependência de redes sociais (β = .358, p < .001) e de videojogos (β = .178, p < .001) foram preditores significativos; dependência de smartphone não (β = .096, p = .235). O sexo feminino associou‑se a maiores níveis de dependência alimentar (β = .084, p = .052), enquanto idade (β = .036, p = .402) e escolaridade (β = –.054, p = .207) não foram preditoras significativas. Discussão: Os achados confirmam que o uso problemático de redes sociais e videojogos contribuem para padrões de sintomas associados à dependência alimentar, partilhando mecanismos de recompensa e desregulação emocional. A ausência de relação com smartphone sugere funções multifacetadas deste dispositivo. Recomenda‑se intervenções integradas centradas na regulação do uso digital e dos comportamentos alimentares, com especial atenção ao sexo feminino e à literacia digital e emocional.