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Corpo, mente e espírito na dor crónica: o papel preditor da religiosidade na saúde física e mental de indivíduos com dor crónica em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A dor crónica é uma experiência subjetiva, idiossincrática e multidimensional, influenciada por um conjunto de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Mais recentemente, os investigadores têm-se interessado por estudar o papel que a espiritualidade, religião e religiosidade têm na experiência de dor crónica, e a sua associação com medidas de saúde, bem-estar e qualidade de vida nesta população. Este estudo visa avaliar a associação entre religiosidade e saúde (física e mental), numa amostra de pessoas portuguesas com dor crónica. A amostra de conveniência foi constituída por 93 participantes adultos, com nacionalidade portuguesa e com dor, pelo menos, metade dos dias há, pelo menos, três meses. Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico e sobre a história clínica, bem como a medidas de saúde (mental e física) e de religiosidade. Os resultados deste estudo não permitem confirmar uma associação significativa entre a religiosidade e a saúde, nem tão pouco o efeito preditor da religiosidade na saúde (mental e física). Estes resultados não suportam a hipótese de que a religiosidade pode ser um potencial recurso e um fator de proteção para aqueles que sofrem com dor crónica, em Portugal.
Autores principais:Bradford, Sara Cordeiro de Teves Pavão
Assunto:Dor crónica Religiosidade Saúde mental Saúde física Chronic pain Religiosity Mental Health Physical Health
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A dor crónica é uma experiência subjetiva, idiossincrática e multidimensional, influenciada por um conjunto de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Mais recentemente, os investigadores têm-se interessado por estudar o papel que a espiritualidade, religião e religiosidade têm na experiência de dor crónica, e a sua associação com medidas de saúde, bem-estar e qualidade de vida nesta população. Este estudo visa avaliar a associação entre religiosidade e saúde (física e mental), numa amostra de pessoas portuguesas com dor crónica. A amostra de conveniência foi constituída por 93 participantes adultos, com nacionalidade portuguesa e com dor, pelo menos, metade dos dias há, pelo menos, três meses. Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico e sobre a história clínica, bem como a medidas de saúde (mental e física) e de religiosidade. Os resultados deste estudo não permitem confirmar uma associação significativa entre a religiosidade e a saúde, nem tão pouco o efeito preditor da religiosidade na saúde (mental e física). Estes resultados não suportam a hipótese de que a religiosidade pode ser um potencial recurso e um fator de proteção para aqueles que sofrem com dor crónica, em Portugal.