Publicação

Diferenciação Pedagógica: Conceções dos Professores a Lecionar na Escolaridade Obrigatória

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Nos dias de hoje, debate-se cada vez mais a heterogeneidade e a diversidade presente nas salas de aula, surgindo uma preocupação de como responder às necessidades de cada aluno. É neste sentido que surge o conceito de diferenciação pedagógica, como abordagem pedagógica que atende as características individuais de cada aluno numa sala heterogénea. No entanto, a literatura tem demonstrado que existem diversas definições de diferenciação pedagógica, resultando em conceções confusas, pouco claras e contraditórias. Desta forma, o presente estudo pretendeu caracterizar as conceções de diferenciação pedagógica de professores a lecionar na escolaridade obrigatória em Portugal. Para tal, o estudo contou com a participação de 81 professores, com idades compreendidas entre os 27 e 67 anos (M=51,54; DP=9,48). Os participantes responderam a um questionário de tipo q-sort sobre diferenciação pedagógica, com 34 afirmações, construído especificamente para a presente investigação. As respostas foram recolhidas remotamente, através da plataforma Qsoftware. Através dos resultados do Q sort foram identificados quatro grupos de professores com conceções distintas: 1) diferenciação adversa às características individuais; 2) diferenciação focada na operacionalização; 3) diferenciação para os desempenhos extremos; 4) diferenciação como adaptação a salas de aulas diversificadas. Destaca-se ainda que os quatro grupos não se distinguem significativamente no que diz respeito a duas variáveis: ciclo de ensino e tempo de serviço de docência. Porém, existem conclusões interessantes e importantes a destacar. Essas conclusões são desenvolvidas na última parte do trabalho. Assim, a presente investigação vem alertar para a importância de uma base conceptual bem definida na implementação de práticas de diferenciação pedagógica, contribuindo para o conhecimento científico relativamente ao modo como esta abordagem pode ser promovida em sala de aula, fornecendo um conjunto concreto de práticas que os professores podem mobilizar na implementação de diferenciação pedagógica. Ainda, o presente estudo reforça a necessidade de um investimento em formações sobre a temática, tanto na formação inicial para professores, como no âmbito de uma formação contínua para os mesmos.
Autores principais:Heijselaar, Matilde Madeira
Assunto:Diferenciação pedagógica Conceções Professores Escolaridade obrigatória Tempo de serviço de docência Differentiation instruction Conceptions Teachers Grade level Years of experience
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Nos dias de hoje, debate-se cada vez mais a heterogeneidade e a diversidade presente nas salas de aula, surgindo uma preocupação de como responder às necessidades de cada aluno. É neste sentido que surge o conceito de diferenciação pedagógica, como abordagem pedagógica que atende as características individuais de cada aluno numa sala heterogénea. No entanto, a literatura tem demonstrado que existem diversas definições de diferenciação pedagógica, resultando em conceções confusas, pouco claras e contraditórias. Desta forma, o presente estudo pretendeu caracterizar as conceções de diferenciação pedagógica de professores a lecionar na escolaridade obrigatória em Portugal. Para tal, o estudo contou com a participação de 81 professores, com idades compreendidas entre os 27 e 67 anos (M=51,54; DP=9,48). Os participantes responderam a um questionário de tipo q-sort sobre diferenciação pedagógica, com 34 afirmações, construído especificamente para a presente investigação. As respostas foram recolhidas remotamente, através da plataforma Qsoftware. Através dos resultados do Q sort foram identificados quatro grupos de professores com conceções distintas: 1) diferenciação adversa às características individuais; 2) diferenciação focada na operacionalização; 3) diferenciação para os desempenhos extremos; 4) diferenciação como adaptação a salas de aulas diversificadas. Destaca-se ainda que os quatro grupos não se distinguem significativamente no que diz respeito a duas variáveis: ciclo de ensino e tempo de serviço de docência. Porém, existem conclusões interessantes e importantes a destacar. Essas conclusões são desenvolvidas na última parte do trabalho. Assim, a presente investigação vem alertar para a importância de uma base conceptual bem definida na implementação de práticas de diferenciação pedagógica, contribuindo para o conhecimento científico relativamente ao modo como esta abordagem pode ser promovida em sala de aula, fornecendo um conjunto concreto de práticas que os professores podem mobilizar na implementação de diferenciação pedagógica. Ainda, o presente estudo reforça a necessidade de um investimento em formações sobre a temática, tanto na formação inicial para professores, como no âmbito de uma formação contínua para os mesmos.