Publicação
É triste, então é mais verdade? Ilusão de verdade por familiaridade e fluência na depressão
| Resumo: | A investigação tem mostrado que afirmações repetidas são avaliadas como mais verdadeiras do que afirmações novas, no entanto, a familiaridade e fluência subjacente ao efeito têm uma valência positiva e indivíduos deprimidos são marcados por um sentimento de tristeza e priorizam informação negativa e congruente com o seu humor no processamento cognitivo. O objetivo deste tudo é não só verificar se o efeito de ilusão de verdade é menor em indivíduos deprimidos, mas também testar se informação negativa e congruente com o humor tem impacto no valor de verdade atribuído e estender os mesmos objetivos à fluência percetual. O nível de depressão dos participantes foi considerado através do Inventário de Depressão de Beck-II e por diagnóstico clínico. Os participantes avaliaram a verdade de dois tipos de frase, Neutras e Depressivas: no Estudo 1, nas condições de Frase Old (repetida) e Frase New (nova); no Estudo 2 nas condições de frase Fluente e Não Fluente. O Estudo 1 detetou um efeito de ilusão de verdade, mas a hipótese de este ser moderado pela depressão não foi corroborada. O Estudo 2 não replicou o efeito de ilusão de verdade. Em ambos os estudos, observa-se uma tendência para indivíduos deprimidos avaliarem frases Depressivas como mais verdadeiras do que frases Neutras. As implicações da verdade atribuída à informação negativa e congruente com o humor na autossustentação da depressão e no contexto terapêutico são discutidas e são propostas ideias de estudos futuros que considerem este problema. |
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| Autores principais: | Ferreira, Margarida Vargas Dias |
| Assunto: | Efeito de ilusão de verdade Familiaridade Fluência Depressão Illusion of truth effect Familiarity Fluency Depression |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | A investigação tem mostrado que afirmações repetidas são avaliadas como mais verdadeiras do que afirmações novas, no entanto, a familiaridade e fluência subjacente ao efeito têm uma valência positiva e indivíduos deprimidos são marcados por um sentimento de tristeza e priorizam informação negativa e congruente com o seu humor no processamento cognitivo. O objetivo deste tudo é não só verificar se o efeito de ilusão de verdade é menor em indivíduos deprimidos, mas também testar se informação negativa e congruente com o humor tem impacto no valor de verdade atribuído e estender os mesmos objetivos à fluência percetual. O nível de depressão dos participantes foi considerado através do Inventário de Depressão de Beck-II e por diagnóstico clínico. Os participantes avaliaram a verdade de dois tipos de frase, Neutras e Depressivas: no Estudo 1, nas condições de Frase Old (repetida) e Frase New (nova); no Estudo 2 nas condições de frase Fluente e Não Fluente. O Estudo 1 detetou um efeito de ilusão de verdade, mas a hipótese de este ser moderado pela depressão não foi corroborada. O Estudo 2 não replicou o efeito de ilusão de verdade. Em ambos os estudos, observa-se uma tendência para indivíduos deprimidos avaliarem frases Depressivas como mais verdadeiras do que frases Neutras. As implicações da verdade atribuída à informação negativa e congruente com o humor na autossustentação da depressão e no contexto terapêutico são discutidas e são propostas ideias de estudos futuros que considerem este problema. |
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