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Barreiras à procura de tratamento para a incontinência urinária feminina

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Resumo:Introdução: A investigação aponta que três em cada quatro mulheres não procuram tratamento para a incontinência urinária (IU), apesar do impacto que a IU tem na vida das mulheres. Este estudo teve como objetivo desenvolver e avaliar as propriedades psicométricas do Questionário de Barreiras à Procura de Tratamento para a incontinência Urinária Feminina (BPT-UI) e explorar as relações entre perceção de Impacto da IU na Qualidade de Vida (v.i.), Conhecimento sobre IU (v.i.), uso de estratégias de coping (v.i.) e barreiras à procura de tratamento (v.d). Método: Estudo com 186 mulheres com IU que não procuraram tratamento, com idades compreendidas entre os 30 e 65 anos (M=49.12 DP=8.951), que responderam a um questionário sociodemográfico, ao International Consultation On Incontinence Questionnaire -Urinary Incontinence Short Form (ICIQ-IU SF), ao King´s Health Questionnaire (KHQ-UI), ao Prolapse and Incontinence Knowledge Quizz–UI (PIKQ-UI), UISelf Management Coping Strategies Instrument (UI-SMCSI) e um Questionário sobre Barreiras à Procura de Tratamento (BPT-IU). Resultados: A Análise Fatorial Exploratória realizada (KMO=.805, Teste de Esfericidade de Barlett p<.001) demonstrou uma solução de 8 fatores (40 itens) que explicou 65% da variância total. O questionário demonstrou ter boa fiabilidade (73<a<.94) e cargas fatoriais das dimensões adequadas (.565 ≤ λ ≤ .964). O modelo estrutural demonstrou um bom ajustamento (CFI=.913 TLI=.908 RMSEA=.059 SRMR=.101). A utilização de Estratégias de Gestão da IU disfuncionais impacta positivamente as barreiras Relação com o Profissional de Saúde e Medo/Vergonha. A barreira Crenças sobre IU é negativamente impactada pela perceção de Impacto da IU na Qualidade de Vida. As principais barreiras identificadas pelas mulheres nesta amostra foram: Elevado tempo de espera para ter acesso a uma consulta; Não saber onde se dirigir dentro do sistema nacional de saúde para avaliar a IU; Crença de que é normal ter incontinencia urinária e Sentir vergonha sobre a IU. Conclusão: A identificação das barreiras permite a compreensão dos fatores associados à procura de tratamento para a incontinência urinária feminina em Portugal, e desta forma reduzir o impacto da IU na qualidade de vida, o encargo económico dos custos diretos, atenuar o estigma associado à incontinência urinária promovendo a procura de tratamento.
Autores principais:Ramos, Maria Margarida Pinto
Assunto:Incontinência urinária feminina Procura de tratamento Barreiras à procura de tratamento Female urinary incontinence Healthcare seeking behavior Barriers to care seeking
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Introdução: A investigação aponta que três em cada quatro mulheres não procuram tratamento para a incontinência urinária (IU), apesar do impacto que a IU tem na vida das mulheres. Este estudo teve como objetivo desenvolver e avaliar as propriedades psicométricas do Questionário de Barreiras à Procura de Tratamento para a incontinência Urinária Feminina (BPT-UI) e explorar as relações entre perceção de Impacto da IU na Qualidade de Vida (v.i.), Conhecimento sobre IU (v.i.), uso de estratégias de coping (v.i.) e barreiras à procura de tratamento (v.d). Método: Estudo com 186 mulheres com IU que não procuraram tratamento, com idades compreendidas entre os 30 e 65 anos (M=49.12 DP=8.951), que responderam a um questionário sociodemográfico, ao International Consultation On Incontinence Questionnaire -Urinary Incontinence Short Form (ICIQ-IU SF), ao King´s Health Questionnaire (KHQ-UI), ao Prolapse and Incontinence Knowledge Quizz–UI (PIKQ-UI), UISelf Management Coping Strategies Instrument (UI-SMCSI) e um Questionário sobre Barreiras à Procura de Tratamento (BPT-IU). Resultados: A Análise Fatorial Exploratória realizada (KMO=.805, Teste de Esfericidade de Barlett p<.001) demonstrou uma solução de 8 fatores (40 itens) que explicou 65% da variância total. O questionário demonstrou ter boa fiabilidade (73<a<.94) e cargas fatoriais das dimensões adequadas (.565 ≤ λ ≤ .964). O modelo estrutural demonstrou um bom ajustamento (CFI=.913 TLI=.908 RMSEA=.059 SRMR=.101). A utilização de Estratégias de Gestão da IU disfuncionais impacta positivamente as barreiras Relação com o Profissional de Saúde e Medo/Vergonha. A barreira Crenças sobre IU é negativamente impactada pela perceção de Impacto da IU na Qualidade de Vida. As principais barreiras identificadas pelas mulheres nesta amostra foram: Elevado tempo de espera para ter acesso a uma consulta; Não saber onde se dirigir dentro do sistema nacional de saúde para avaliar a IU; Crença de que é normal ter incontinencia urinária e Sentir vergonha sobre a IU. Conclusão: A identificação das barreiras permite a compreensão dos fatores associados à procura de tratamento para a incontinência urinária feminina em Portugal, e desta forma reduzir o impacto da IU na qualidade de vida, o encargo económico dos custos diretos, atenuar o estigma associado à incontinência urinária promovendo a procura de tratamento.