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Perdido no corpo : o Lúpus Eritematoso Sistémico numa perspetiva psicossomática psicanalítica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crónica, reincidente e multisistémica, com variadas manifestações orgânicas, podendo variar desde o envolvimento cutâneo até à falência multiorgânica. A literatura existente destaca o carácter psicossomático do LES e reconhece o papel do stress como fator de agravamento e frequência do quadro clínico dos pacientes, como também a influência de outros fatores psicossociais, como situações de perda, estados depressivos e problemas conjugais. A partir da teorização sobre o fenómeno psicossomático e dos pressupostos psicanalíticos, das suas investigações, revisões e desenvolvimentos, pretende-se compreender e analisar as relações existentes entre as relações objetais primárias e o processo somático, com enfoque na problemática identitária, na depressão e na vida fantasmática e simbólica, em sujeitos com LES. Especificamente neste estudo, iremos focar-nos, numa compreensão e análise de possíveis vivências traumáticas, decorrentes de falhas na relação precoce. O método utilizado neste trabalho foi o de estudo de caso e dispõe a participação de dois indivíduos diagnosticados com LES. Priorizamos os aspetos transferenciais e defensivos de forma a aceder ao mundo simbólico, fantasmático e representativo dos participantes, particularmente à natureza da angústia, aos mecanismos defensivos e às relações objetais estabelecidas. A recolha dos dados foi feita através da entrevista psicológica semiestruturada. As conclusões foram de encontro à literatura psicanalítica acerca do fenómeno psicossomático, corroborando o pressuposto de que o processo de somatização pode ser visto como um fenómeno relacional.
Autores principais:Simão, Miguel Figueira
Assunto:Lúpus eritematoso sistémico Psicanálise Psicossomática relações objetais. Systemic lupus erythematosus Psychoanalysis Psychosomatics Object relations
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crónica, reincidente e multisistémica, com variadas manifestações orgânicas, podendo variar desde o envolvimento cutâneo até à falência multiorgânica. A literatura existente destaca o carácter psicossomático do LES e reconhece o papel do stress como fator de agravamento e frequência do quadro clínico dos pacientes, como também a influência de outros fatores psicossociais, como situações de perda, estados depressivos e problemas conjugais. A partir da teorização sobre o fenómeno psicossomático e dos pressupostos psicanalíticos, das suas investigações, revisões e desenvolvimentos, pretende-se compreender e analisar as relações existentes entre as relações objetais primárias e o processo somático, com enfoque na problemática identitária, na depressão e na vida fantasmática e simbólica, em sujeitos com LES. Especificamente neste estudo, iremos focar-nos, numa compreensão e análise de possíveis vivências traumáticas, decorrentes de falhas na relação precoce. O método utilizado neste trabalho foi o de estudo de caso e dispõe a participação de dois indivíduos diagnosticados com LES. Priorizamos os aspetos transferenciais e defensivos de forma a aceder ao mundo simbólico, fantasmático e representativo dos participantes, particularmente à natureza da angústia, aos mecanismos defensivos e às relações objetais estabelecidas. A recolha dos dados foi feita através da entrevista psicológica semiestruturada. As conclusões foram de encontro à literatura psicanalítica acerca do fenómeno psicossomático, corroborando o pressuposto de que o processo de somatização pode ser visto como um fenómeno relacional.