Publicação
O lugar luso-brasileiro: (Des) subjetividades familiares
| Resumo: | Com raízes fincadas na etnopsicanálise, que compreende o movimento migratório enquanto rutura nos momentos pré e pós deslocamento, percorre-se o trajeto de uma família na procura dos impasses impostos pelo fenómeno migratório na continuidade de sua história. Através da robustez deste paradigma culturalmente sensível, que é suportado numa dupla vertente psicanalítico e antropológico, serão alicerçados os pressupostos teóricos que embasam a experiência migratória como oportunidade de expansão, de sofrimento, de conflito ou desajuste interno, assumindo contornos distintos consoante a organização psíquica do imigrante. Ainda, pretende-se desvendar a influência da herança filiativa na apropriação do legado familiar pelo sujeito. Recorre-se ao Método das Narrativas de Associação Livre (Hollway & Jefferson, 2000) na apreensão da história de um sujeito psicossocial, inconsciente e defendido. É lançado um (duplo) olhar nas vivências de uma mãe (Carla) e filha (Cecília) luso-brasileiras, unidas pela ascendência portuguesa comum, mas separadas por destinos distintos quanto a assimilação ou descontinuidade das experiências entre Brasil e Portugal. A Carla, que imigrou na idade adulta, é incapaz de elaborar a rutura, refletindo na clivagem identitária em uma vivência desassossegada e (des)subjetivada do Brasil e de Portugal. A Cecília deixou o Brasil involuntariamente durante a adolescência, a sua narrativa assinala a sobreposição de tempos e espaços distintos numa vivência circular, que sublinha a constante procura por um lugar para inscrever a sua subjetividade, processo característico de uma identidade em transformação (Marques, 2009). |
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| Autores principais: | Barreto, Nathalia Macedo |
| Assunto: | Etnopsicanálise Sujeito Migrante Narrativa de Associação Livre Identidade Filiação Ethnopsychoanalysis Migrant subject Narrative of free association Identity Affiliation |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Com raízes fincadas na etnopsicanálise, que compreende o movimento migratório enquanto rutura nos momentos pré e pós deslocamento, percorre-se o trajeto de uma família na procura dos impasses impostos pelo fenómeno migratório na continuidade de sua história. Através da robustez deste paradigma culturalmente sensível, que é suportado numa dupla vertente psicanalítico e antropológico, serão alicerçados os pressupostos teóricos que embasam a experiência migratória como oportunidade de expansão, de sofrimento, de conflito ou desajuste interno, assumindo contornos distintos consoante a organização psíquica do imigrante. Ainda, pretende-se desvendar a influência da herança filiativa na apropriação do legado familiar pelo sujeito. Recorre-se ao Método das Narrativas de Associação Livre (Hollway & Jefferson, 2000) na apreensão da história de um sujeito psicossocial, inconsciente e defendido. É lançado um (duplo) olhar nas vivências de uma mãe (Carla) e filha (Cecília) luso-brasileiras, unidas pela ascendência portuguesa comum, mas separadas por destinos distintos quanto a assimilação ou descontinuidade das experiências entre Brasil e Portugal. A Carla, que imigrou na idade adulta, é incapaz de elaborar a rutura, refletindo na clivagem identitária em uma vivência desassossegada e (des)subjetivada do Brasil e de Portugal. A Cecília deixou o Brasil involuntariamente durante a adolescência, a sua narrativa assinala a sobreposição de tempos e espaços distintos numa vivência circular, que sublinha a constante procura por um lugar para inscrever a sua subjetividade, processo característico de uma identidade em transformação (Marques, 2009). |
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