Publicação
Atitudes e experiências em relação à violência por parceiro íntimo contra as mulheres
| Resumo: | Partindo da premissa de que compreender as crenças, perceções e vivências masculinas é essencial para a prevenção da violência por parceiro íntimo (VPI) contra as mulheres, o presente estudo teve como objetivo analisar de que forma as atitudes e experiências dos homens se relacionam com a legitimação e a prevalência de diferentes formas de violência. Procurou-se igualmente explorar a influência de variáveis sociodemográficas - nomeadamente a idade e a escolaridade - sobre a forma como os homens interpretam e experienciam situações de VPI. Trata-se de um estudo quantitativo de natureza exploratória, desenvolvido através da aplicação de um questionário online composto pelas escalas Attitudes Toward Dating Violence Scale (Price et al., 1999) e Severity of Violence Against Women Scale (Marshall, 1992). Participaram 108 homens portugueses, com idades compreendidas entre os 20 e os 69 anos. Os resultados evidenciaram uma maior legitimação da violência psicológica, comparativamente às formas física e sexual, bem como a predominância de comportamentos de controlo nas experiências relatadas. Observou-se que os participantes de idade mais avançada tendem a apresentar maior tolerância face à violência psicológica e a comportamentos de controlo, sugerindo a persistência de crenças e normas tradicionais de género associadas à dominação masculina. Estes resultados apontam para a relevância de intervenções preventivas centradas na reflexão sobre masculinidade e nas dinâmicas de poder nas relações íntimas. Promover uma educação relacional crítica e equitativa poderá contribuir para desconstruir crenças patriarcais e reduzir a legitimação de comportamentos coercivos, reforçando o compromisso social com a igualdade e a prevenção da violência. |
|---|---|
| Autores principais: | Videira, Ana Carolina dos Anjos |
| Assunto: | Violência por parceiro íntimo Violência contra mulheres Atitudes masculinas e experiências masculinas Intimate partner violence Violence against women Male attitudes and experiences |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Partindo da premissa de que compreender as crenças, perceções e vivências masculinas é essencial para a prevenção da violência por parceiro íntimo (VPI) contra as mulheres, o presente estudo teve como objetivo analisar de que forma as atitudes e experiências dos homens se relacionam com a legitimação e a prevalência de diferentes formas de violência. Procurou-se igualmente explorar a influência de variáveis sociodemográficas - nomeadamente a idade e a escolaridade - sobre a forma como os homens interpretam e experienciam situações de VPI. Trata-se de um estudo quantitativo de natureza exploratória, desenvolvido através da aplicação de um questionário online composto pelas escalas Attitudes Toward Dating Violence Scale (Price et al., 1999) e Severity of Violence Against Women Scale (Marshall, 1992). Participaram 108 homens portugueses, com idades compreendidas entre os 20 e os 69 anos. Os resultados evidenciaram uma maior legitimação da violência psicológica, comparativamente às formas física e sexual, bem como a predominância de comportamentos de controlo nas experiências relatadas. Observou-se que os participantes de idade mais avançada tendem a apresentar maior tolerância face à violência psicológica e a comportamentos de controlo, sugerindo a persistência de crenças e normas tradicionais de género associadas à dominação masculina. Estes resultados apontam para a relevância de intervenções preventivas centradas na reflexão sobre masculinidade e nas dinâmicas de poder nas relações íntimas. Promover uma educação relacional crítica e equitativa poderá contribuir para desconstruir crenças patriarcais e reduzir a legitimação de comportamentos coercivos, reforçando o compromisso social com a igualdade e a prevenção da violência. |
|---|