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Ter filhos será um fator discriminatório na carreira das mulheres?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objetivo do presente estudo é perceber se as mulheres com filhos são alvo de maior discriminação no que diz respeito à sua progressão de carreira, considerando que na atualidade o tema da igualdade de género é foco de especial atenção. Adotando uma metodologia do tipo quasi-experimental, com um design 2x2 fatorial, foram apresentados 4 candidatos (mulher sem filhos, mulher com filhos, homem sem filhos e homem com filhos) aos 136 participantes deste estudo. Cada participante avaliou um destes candidatos focando-se nas suas perceções e se o recomendaria para a promoção interna. Os resultados demonstraram que não existem diferenças significativas quanto à Recomendação para a progressão. No entanto, em relação às impressões, o candidato “homem sem filhos” foi percecionado como tendo menor focus na Vida Pessoal, enquanto todos os candidatos eram percecionados como tendo o mesmo nível de focus no Trabalho. Em conclusão, as mulheres com filhos são consideradas tão válidas como os homens para uma promoção interna, diferenciando-se destes somente na perceção de que o seu focus na Vida Pessoal é mais elevado, se bem que de forma significativa apenas quando ambos não têm filhos.
Autores principais:Tatiana Filipa Vieira de Oliveira
Assunto:Maternidade Preconceito de género Progressão de carreira Motherhood Gender bias Career opportunities
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O objetivo do presente estudo é perceber se as mulheres com filhos são alvo de maior discriminação no que diz respeito à sua progressão de carreira, considerando que na atualidade o tema da igualdade de género é foco de especial atenção. Adotando uma metodologia do tipo quasi-experimental, com um design 2x2 fatorial, foram apresentados 4 candidatos (mulher sem filhos, mulher com filhos, homem sem filhos e homem com filhos) aos 136 participantes deste estudo. Cada participante avaliou um destes candidatos focando-se nas suas perceções e se o recomendaria para a promoção interna. Os resultados demonstraram que não existem diferenças significativas quanto à Recomendação para a progressão. No entanto, em relação às impressões, o candidato “homem sem filhos” foi percecionado como tendo menor focus na Vida Pessoal, enquanto todos os candidatos eram percecionados como tendo o mesmo nível de focus no Trabalho. Em conclusão, as mulheres com filhos são consideradas tão válidas como os homens para uma promoção interna, diferenciando-se destes somente na perceção de que o seu focus na Vida Pessoal é mais elevado, se bem que de forma significativa apenas quando ambos não têm filhos.