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Os Médicos e a SIDA : Estudo exploratório das representações sociais da SIDA entre Clínicos Gerais, Psiquiatras, Infecciologistas, Cirurgiões e Dentistas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As representacões que os médicos têm da SIDA podem ter consequências a 3 níveis: na qualidade dos cuidados de saúde que são prestados a sujeitos seropositivos para o VIH e a doentes com SIDA; no desempenho dos médicos enquanto transmissores de informação e conhecimentos sobre VIWSIDA e técnicos de saúde que influenciam atitudes e comportamentos dos outros; no papel que podem ter na prevenção da disseminação do vírus através da realização de aconselhamento de saúde @ré e pós-teste, por exemplo). Assim, neste artigo os autores apresentam os resultados de um estudo que incidiu sobre uma amostra de 245 médicos, sendo 105 Clínicos GeraidMédicos de Família, 30 Psiquiatras, 25 Infecciologistas, 25 Cirurgiões e 60 Dentistas, exercendo em serviços de saúde da região de Lisboa, com a finalidade de inves - tigar as diferentes práticas profissionais associadas a diferentes especialidades médicas podem ou não estar associadas a diferentes representações da SIDA. Verificou- se que, em geral, as inferências pessoais tendem a sobrepor-se aos conhecimentos científico-técnicos e que Infecciologistas e Psiquiatras evidenciam representações mais congruentes com a realidade quando comparados com Cirurgiões e Dentistas, que tendem para uma visão mais social e moralista da doença.
Autores principais:Teixeira, José A. Carvalho
Outros Autores:Rasga, Bruno; Antão, Pedro; Costa, Vanda; Flores, Vilma; Marques, Isabel
Assunto:SIDA Médicos Representações sociais AIDS Physicians Social representations
Ano:1996
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:As representacões que os médicos têm da SIDA podem ter consequências a 3 níveis: na qualidade dos cuidados de saúde que são prestados a sujeitos seropositivos para o VIH e a doentes com SIDA; no desempenho dos médicos enquanto transmissores de informação e conhecimentos sobre VIWSIDA e técnicos de saúde que influenciam atitudes e comportamentos dos outros; no papel que podem ter na prevenção da disseminação do vírus através da realização de aconselhamento de saúde @ré e pós-teste, por exemplo). Assim, neste artigo os autores apresentam os resultados de um estudo que incidiu sobre uma amostra de 245 médicos, sendo 105 Clínicos GeraidMédicos de Família, 30 Psiquiatras, 25 Infecciologistas, 25 Cirurgiões e 60 Dentistas, exercendo em serviços de saúde da região de Lisboa, com a finalidade de inves - tigar as diferentes práticas profissionais associadas a diferentes especialidades médicas podem ou não estar associadas a diferentes representações da SIDA. Verificou- se que, em geral, as inferências pessoais tendem a sobrepor-se aos conhecimentos científico-técnicos e que Infecciologistas e Psiquiatras evidenciam representações mais congruentes com a realidade quando comparados com Cirurgiões e Dentistas, que tendem para uma visão mais social e moralista da doença.