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Empatia e problemas externalizantes na adolescência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A empatia refere-se à capacidade de compreender e identificar os sentimentos e estados emocionais dos outros. Evidências demonstram que a empatia, sobretudo a afetiva, inibe comportamentos negativos, tais como a violência. O estudo explora como empatia (afetiva e cognitiva) se relaciona com problemas externalizantes na adolescência, considerando diferenças na idade e sexo, adotando uma abordagem multi-informantes (jovens, pais e professores). A amostra incluiu 346 jovens (10–15 anos), pais e diretores de turma, recorrendo ao QACEC para empatia, SDQ para problemas externalizantes e a escalas parentais/docentes (PCRS/TCRS) para avaliar a perspetiva dos informantes. Os jovens relataram níveis elevados de empatia afetiva e cognitiva, sendo que as raparigas apresentaram níveis mais elevados comparativamente aos rapazes e uma associação negativa entre idade e empatia afetiva. Os níveis de comportamentos externalizantes reportados foram baixos em todos os informantes. Os resultados demonstraram divergências significativas entre os relatos dos informantes. Os resultados sustentam a utilidade de múltiplos informantes e apontam para investigar o papel mediador da regulação emocional em estudos longitudinais.
Autores principais:Pereira, Inês da Silva Matos
Assunto:Empatia Problemas externalizantes Multi-informantes Adolescentes Empathy Externalizing problems Multi-informants Adolescents
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A empatia refere-se à capacidade de compreender e identificar os sentimentos e estados emocionais dos outros. Evidências demonstram que a empatia, sobretudo a afetiva, inibe comportamentos negativos, tais como a violência. O estudo explora como empatia (afetiva e cognitiva) se relaciona com problemas externalizantes na adolescência, considerando diferenças na idade e sexo, adotando uma abordagem multi-informantes (jovens, pais e professores). A amostra incluiu 346 jovens (10–15 anos), pais e diretores de turma, recorrendo ao QACEC para empatia, SDQ para problemas externalizantes e a escalas parentais/docentes (PCRS/TCRS) para avaliar a perspetiva dos informantes. Os jovens relataram níveis elevados de empatia afetiva e cognitiva, sendo que as raparigas apresentaram níveis mais elevados comparativamente aos rapazes e uma associação negativa entre idade e empatia afetiva. Os níveis de comportamentos externalizantes reportados foram baixos em todos os informantes. Os resultados demonstraram divergências significativas entre os relatos dos informantes. Os resultados sustentam a utilidade de múltiplos informantes e apontam para investigar o papel mediador da regulação emocional em estudos longitudinais.