Publicação
Representações e sentires dos técnicos face à perturbação do espectro autista e a percepção materna sobre o papel do técnico
| Resumo: | O objectivo do estudo é conhecer as representações que os técnicos têm acerca da Perturbação do Espectro Autista (PEA) a fim de identificar dificuldades e/ou necessidades sentidas. Um segundo objectivo visou perceber quais as representações das mães da criança com perturbação do espectro autista acerca dos técnicos. Os participantes são 2 mães, ambas com 36 anos de idade e 3 técnicos da equipa de Intervenção Precoce na Infância, com idades entre os 26 e os 48 anos. Utilizámos a entrevista semi-directiva com questões abertas, para aceder às vivências e experiências das mães e dos técnicos que conviveram e acompanharam os casos em estudo. Foram elaboradas notas de entrevista que foram transcritas e analisadas de acordo com a “Grounded Theory”. Os técnicos identificam na PEA, como factores dificultantes da relação a baixa resistência à frustração e a resposta agressiva, que esta desencadeia, face a alguma alteração no meio envolvente. Ao nível da intervenção são utilizadas estratégias educativas comportamentais (reforço positivo e punição), como forma de trabalhar a socialização (limites, frustração e aceitação do outro). A relação afectiva entre técnico e criança surge como determinante para uma evolução positiva. Para o técnico, a perturbação passa a ser central na dinâmica familiar o que leva a comportamentos de isolamento, pelo preconceito social percebido em situações de exposição e pela incerteza do diagnóstico. As mães identificam no técnico atitudes de desvalorização e preconceito, percebidas como incompetência profissional, levando-as a sentirem-se desamparadas e desesperadas face à identificação e resolução do problema. |
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| Autores principais: | Nunes, Denisa Salomé Mendes Gonçalves |
| Assunto: | Representação Autismo Técnico Mães Grounded theory Representations Autism Technicians Professionals Mother |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O objectivo do estudo é conhecer as representações que os técnicos têm acerca da Perturbação do Espectro Autista (PEA) a fim de identificar dificuldades e/ou necessidades sentidas. Um segundo objectivo visou perceber quais as representações das mães da criança com perturbação do espectro autista acerca dos técnicos. Os participantes são 2 mães, ambas com 36 anos de idade e 3 técnicos da equipa de Intervenção Precoce na Infância, com idades entre os 26 e os 48 anos. Utilizámos a entrevista semi-directiva com questões abertas, para aceder às vivências e experiências das mães e dos técnicos que conviveram e acompanharam os casos em estudo. Foram elaboradas notas de entrevista que foram transcritas e analisadas de acordo com a “Grounded Theory”. Os técnicos identificam na PEA, como factores dificultantes da relação a baixa resistência à frustração e a resposta agressiva, que esta desencadeia, face a alguma alteração no meio envolvente. Ao nível da intervenção são utilizadas estratégias educativas comportamentais (reforço positivo e punição), como forma de trabalhar a socialização (limites, frustração e aceitação do outro). A relação afectiva entre técnico e criança surge como determinante para uma evolução positiva. Para o técnico, a perturbação passa a ser central na dinâmica familiar o que leva a comportamentos de isolamento, pelo preconceito social percebido em situações de exposição e pela incerteza do diagnóstico. As mães identificam no técnico atitudes de desvalorização e preconceito, percebidas como incompetência profissional, levando-as a sentirem-se desamparadas e desesperadas face à identificação e resolução do problema. |
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