Publicação
Recordar é saber: Formatos verbais e não-verbais e memorização
| Resumo: | O presente estudo investiga a influência da forma de apresentação dum acontecimento sobre processos de memorização e recordação. O acontecimento escolhido, “fazer bolo de bolacha”, foi apresentado através de imagens, a crianças entre os 7 e 8 anos de idade sob três condições experimentais: sem verbalização, com verbalização em formato script e narrativa. As hipóteses colocadas supõem o benefício das situações verbais, em particular do formato script. Analisou-se a recordação livre das crianças em dois momentos: recordação imediata e recordação diferida. Nas recordações avaliou-se a quantidade de informação recordada, correcta, incorrecta e plausível, e a organização dessa informação, as sequências. Os resultados mostram que os grupos verbais apresentam resultados significativamente superiores na quantidade e organização da informação recordada, mas apenas na recordação imediata, não se verificando qualquer diferença significativa entre Verbal Vs Não-verbal, na recordação diferida, ou entre verbal script Vs verbal narrativo, para qualquer momento de recordação. No que respeita à perda de informação, encontrou-se maior perda de unidades de informação e organização dentro dos grupos verbais. Os resultados apontam para a importância da linguagem em processos cognitivos de memorização e recordação imediata. Em relação aos formatos de apresentação e discurso, os dados questionam a eficácia da verbalização na memorização de determinados conteúdos, a relação entre formatos de verbalização com imagens/ não verbalização com imagens, e a natureza das tarefas (mais declarativa ou procedimental), assim como o tipo de memória (genérica ou episódica) associada aos formatos discursivos. Discutimos também a distinção entre narrativas de scripts, dada ambiguidade encontrada entre o formato narrativo e o conteúdo do acontecimento a recordar. |
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| Autores principais: | Vaquinhas, Sara Henriques |
| Assunto: | Memória Script Narrativa Imagem Memory Narrative Image |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O presente estudo investiga a influência da forma de apresentação dum acontecimento sobre processos de memorização e recordação. O acontecimento escolhido, “fazer bolo de bolacha”, foi apresentado através de imagens, a crianças entre os 7 e 8 anos de idade sob três condições experimentais: sem verbalização, com verbalização em formato script e narrativa. As hipóteses colocadas supõem o benefício das situações verbais, em particular do formato script. Analisou-se a recordação livre das crianças em dois momentos: recordação imediata e recordação diferida. Nas recordações avaliou-se a quantidade de informação recordada, correcta, incorrecta e plausível, e a organização dessa informação, as sequências. Os resultados mostram que os grupos verbais apresentam resultados significativamente superiores na quantidade e organização da informação recordada, mas apenas na recordação imediata, não se verificando qualquer diferença significativa entre Verbal Vs Não-verbal, na recordação diferida, ou entre verbal script Vs verbal narrativo, para qualquer momento de recordação. No que respeita à perda de informação, encontrou-se maior perda de unidades de informação e organização dentro dos grupos verbais. Os resultados apontam para a importância da linguagem em processos cognitivos de memorização e recordação imediata. Em relação aos formatos de apresentação e discurso, os dados questionam a eficácia da verbalização na memorização de determinados conteúdos, a relação entre formatos de verbalização com imagens/ não verbalização com imagens, e a natureza das tarefas (mais declarativa ou procedimental), assim como o tipo de memória (genérica ou episódica) associada aos formatos discursivos. Discutimos também a distinção entre narrativas de scripts, dada ambiguidade encontrada entre o formato narrativo e o conteúdo do acontecimento a recordar. |
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