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Toxicodependentes fora e dentro do sistema prisional: Populações diferentes?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho de dissertação de mestrado abordou a problemática das toxicodependências no contexto prisional, designadamente na especificidade das suas diferenças relativamente ao fenómeno no meio livre. Estudou-se o funcionamento do toxicodependente (do sexo masculino) fora (Centro de Atendimento de Toxicodependentes - CAT - e comunidade terapêutica, n=32) e dentro do contexto prisional (estabelecimento prisional central, n=27), nas diferentes áreas de vida (problemas médicos, laborais, de drogas, legais, sociofamiliares e psicológicos), medidas pelo índice de Severidade da Toxicodependência (Addiction Severity Index, McLellan 1979.1980), versão europeia. Os resultados encontrados apontaram para a existência de diferenças significativas entre os grupos, salientando-se a maior severidade dos problemas no grupo detido embora os próprios tenham atribuído, predominantemente, uma menor importância aos seus problemas e considerarem necessitar menos de ajuda do que o grupo em tratamento na comunidade livre. O pedido de ajuda com maior peso quantitativo e qualitativo no grupo fora da prisão, pareceu constituir-se um acontecimento de vida com significado na não entrada do toxicodependente no sistema prisional.
Autores principais:Costa, Luísa Valente Gomes da
Ano:1999
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O presente trabalho de dissertação de mestrado abordou a problemática das toxicodependências no contexto prisional, designadamente na especificidade das suas diferenças relativamente ao fenómeno no meio livre. Estudou-se o funcionamento do toxicodependente (do sexo masculino) fora (Centro de Atendimento de Toxicodependentes - CAT - e comunidade terapêutica, n=32) e dentro do contexto prisional (estabelecimento prisional central, n=27), nas diferentes áreas de vida (problemas médicos, laborais, de drogas, legais, sociofamiliares e psicológicos), medidas pelo índice de Severidade da Toxicodependência (Addiction Severity Index, McLellan 1979.1980), versão europeia. Os resultados encontrados apontaram para a existência de diferenças significativas entre os grupos, salientando-se a maior severidade dos problemas no grupo detido embora os próprios tenham atribuído, predominantemente, uma menor importância aos seus problemas e considerarem necessitar menos de ajuda do que o grupo em tratamento na comunidade livre. O pedido de ajuda com maior peso quantitativo e qualitativo no grupo fora da prisão, pareceu constituir-se um acontecimento de vida com significado na não entrada do toxicodependente no sistema prisional.