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Vivências de sexualidades kinky: Autoidentificação e sentimento de pertença comunitária em adultos portugueses

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Apesar da sexualidade constituir uma dimensão central da experiência humana, expressões como kink continuam a ser alvo de estigma e invisibilidade social. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre fantasias, atividades e papéis kinky, explorando o papel da autoidentificação como kinky e do sentimento de pertença comunitária. Os participantes (N=430), com idades entre 18 e 63 anos (M=29.2), responderam ao Inventário de Fantasias e Atividades Kinky (IFAKBDSM), ao Índice de Sentimento de Comunidade II (versão adaptada) e a um questionário complementar sobre práticas, papéis e pertença comunitária. Os resultados indicam uma prevalência muito elevada de fantasias (91.6%) e atividades (87.4%), destacando-se submissão, dominação, masoquismo e fetichismo como as mais comuns. Verificaram-se diferenças significativas em função do género e da orientação sexual, bem como maior envolvimento em participantes residentes em meios urbanos. A autoidentificação como kinky associou-se a maior frequência de fantasias e atividades, maior concretização e diversidade de práticas, embora a consistência dos papéis tenha sido superior nos não identificados como kinky. A pertença comunitária, reportada por 10.9% da amostra, associou-se a maior concretização e frequência de práticas, mas também a maior fluidez dos papéis. As implicações para a prática clínica, limitações e direções futuras serão discutidas, com foco na necessidade de abordagens kink-affirmative e despatologizantes.
Autores principais:Duarte, Mariana Rita Serra
Assunto:Sexualidade Fantasias Atividades BDSM Kinky Identidade Pertença Comunitária Sexuality Fantasies Activities BDSM Kinky Identity Community Belonging
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Apesar da sexualidade constituir uma dimensão central da experiência humana, expressões como kink continuam a ser alvo de estigma e invisibilidade social. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre fantasias, atividades e papéis kinky, explorando o papel da autoidentificação como kinky e do sentimento de pertença comunitária. Os participantes (N=430), com idades entre 18 e 63 anos (M=29.2), responderam ao Inventário de Fantasias e Atividades Kinky (IFAKBDSM), ao Índice de Sentimento de Comunidade II (versão adaptada) e a um questionário complementar sobre práticas, papéis e pertença comunitária. Os resultados indicam uma prevalência muito elevada de fantasias (91.6%) e atividades (87.4%), destacando-se submissão, dominação, masoquismo e fetichismo como as mais comuns. Verificaram-se diferenças significativas em função do género e da orientação sexual, bem como maior envolvimento em participantes residentes em meios urbanos. A autoidentificação como kinky associou-se a maior frequência de fantasias e atividades, maior concretização e diversidade de práticas, embora a consistência dos papéis tenha sido superior nos não identificados como kinky. A pertença comunitária, reportada por 10.9% da amostra, associou-se a maior concretização e frequência de práticas, mas também a maior fluidez dos papéis. As implicações para a prática clínica, limitações e direções futuras serão discutidas, com foco na necessidade de abordagens kink-affirmative e despatologizantes.