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Alexitimia, interoceção e funcionamento sexual

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A literatura aponta para associações entre maior alexitimia, menor interoceção e problemas no funcionamento sexual. No entanto, a investigação é escassa e dada a diversidade de conceitos e medidas utilizadas, pouco conclusiva. Este estudo visa explorar as intercorrelações entre a alexitimia, interoceção, e algumas dimensões do funcionamento sexual como o desejo, excitação, lubrificação, função erétil, orgasmo, satisfação, dor, distress e frequência de atividade sexual. O estudo conta com uma amostra de 340 indivíduos (228 mulheres e 112 homens), e uma subamostra constituída pelos indivíduos com relações sexuais com o sexo oposto nas últimas 4 semanas perfazendo um total de 244 indivíduos (152 mulheres e 88 homens). Utilizou-se um Questionário Sociodemográfico, a Escala de Alexitimia de Toronto (TAS-20), a Escala de Avaliação Multidimensional da Consciência Interocetiva (MAIA), um Questionário de Frequências Sexuais, o Índice de Funcionamento Sexual Feminino (FSFI), a Escala de Distress Sexual Feminino - Revisto (FSDS-R), o Índice Internacional de Função Erétil (IIEF) e a Ferramenta de Diagnóstico de Ejaculação Precoce (PEDT). Foram encontradas correlações entre maior alexitimia e menor interoceção. Maior alexitimia e menor interoceção correlacionaram-se com mais dificuldades em todas as dimensões do funcionamento sexual feminino avaliadas, com exceção da alexitimia com o desejo. Nos homens, menor interoceção correlacionou-se com mais sintomas de ejaculação precoce e maior alexitimia correlacionou-se com mais sintomas de ejaculação precoce e mais dificuldades na ereção. O presente estudo corrobora a noção de que a consciência das emoções e das sensações corporais internas é um fator importante no funcionamento sexual. Limitações e implicações clínicas são discutidas.
Autores principais:Berenguer, Cláudia Vanessa Gouveia
Assunto:Alexitimia Interoceção Sensibilidade interocetiva Funcionamento sexual Sexualidade Alexithymia Interoception Interoceptive sensibility Sexual function Sexuality
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A literatura aponta para associações entre maior alexitimia, menor interoceção e problemas no funcionamento sexual. No entanto, a investigação é escassa e dada a diversidade de conceitos e medidas utilizadas, pouco conclusiva. Este estudo visa explorar as intercorrelações entre a alexitimia, interoceção, e algumas dimensões do funcionamento sexual como o desejo, excitação, lubrificação, função erétil, orgasmo, satisfação, dor, distress e frequência de atividade sexual. O estudo conta com uma amostra de 340 indivíduos (228 mulheres e 112 homens), e uma subamostra constituída pelos indivíduos com relações sexuais com o sexo oposto nas últimas 4 semanas perfazendo um total de 244 indivíduos (152 mulheres e 88 homens). Utilizou-se um Questionário Sociodemográfico, a Escala de Alexitimia de Toronto (TAS-20), a Escala de Avaliação Multidimensional da Consciência Interocetiva (MAIA), um Questionário de Frequências Sexuais, o Índice de Funcionamento Sexual Feminino (FSFI), a Escala de Distress Sexual Feminino - Revisto (FSDS-R), o Índice Internacional de Função Erétil (IIEF) e a Ferramenta de Diagnóstico de Ejaculação Precoce (PEDT). Foram encontradas correlações entre maior alexitimia e menor interoceção. Maior alexitimia e menor interoceção correlacionaram-se com mais dificuldades em todas as dimensões do funcionamento sexual feminino avaliadas, com exceção da alexitimia com o desejo. Nos homens, menor interoceção correlacionou-se com mais sintomas de ejaculação precoce e maior alexitimia correlacionou-se com mais sintomas de ejaculação precoce e mais dificuldades na ereção. O presente estudo corrobora a noção de que a consciência das emoções e das sensações corporais internas é um fator importante no funcionamento sexual. Limitações e implicações clínicas são discutidas.