Publicação
Mecanismos de coping, níveis de ansiedade e depressão: pilotos profissionais, instrutores e não instrutores
| Resumo: | A pesquisa relatada neste artigo teve como objectivo verificar a existência de uma correlação entre a formação ao nível da Psicologia Aeronáutica (ministrada no curso de Piloto Instrutor) e a eficácia das estratégias de coping utilizadas, assim como os níveis de ansiedade e índices de severidade de depressão, associados entre pilotos profissionais instrutores e não instrutores. Deste modo, pretendemos estudar a existência de algum tipo de relação entre processos cognitivos conscientes usados pelo piloto para enfrentar a situação de ameaça, de dano e de desafio, com diferentes graus de respostas adaptativas. Os participantes da investigação corresponderam a 15 Pilotos Comerciais e de Linha Aérea de Aviões com qualificação de Instrutor (Grupo Experimental) e 15 Pilotos Comerciais e de Linha Aérea de Aviões sem qualificação de Instrutor (Grupo de Controlo), sendo ambos os grupos do sexo masculino. Com efeito, com o presente estudo pretendíamos observar se existiam diferenças estatisticamente significativas entre estes dois grupos, quanto à eficácia das estratégias de coping adoptadas (H1), assim como quanto aos níveis de ansiedade (H2) e índices de severidade de depressão (H3). Verificou-se assim, nesta investigação, que os Pilotos Instrutores revelaram diferenças estatisticamente significativas quanto à eficácia dos mecanismos de coping mobilizados, adoptando estratégias de coping mais eficazes do que os Pilotos não Instrutores, aceitando-se a primeira hipótese. Não se verificaram, no entanto, resultados congruentes quanto às nossas segunda e terceira hipóteses, ou seja, que existia uma associação negativa entre deter qualificação de Instrutor e as dimensões ansiedade (estado e traço) e depressão, respectivamente; não se aceitando assim, a segunda e terceira hipóteses. |
|---|---|
| Autores principais: | Almeida, Fernando José Matos de |
| Assunto: | Pilotos instrutores Stress Coping Ansiedade Depressão Instructor pilots Stress Coping Anxiety Depression |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | A pesquisa relatada neste artigo teve como objectivo verificar a existência de uma correlação entre a formação ao nível da Psicologia Aeronáutica (ministrada no curso de Piloto Instrutor) e a eficácia das estratégias de coping utilizadas, assim como os níveis de ansiedade e índices de severidade de depressão, associados entre pilotos profissionais instrutores e não instrutores. Deste modo, pretendemos estudar a existência de algum tipo de relação entre processos cognitivos conscientes usados pelo piloto para enfrentar a situação de ameaça, de dano e de desafio, com diferentes graus de respostas adaptativas. Os participantes da investigação corresponderam a 15 Pilotos Comerciais e de Linha Aérea de Aviões com qualificação de Instrutor (Grupo Experimental) e 15 Pilotos Comerciais e de Linha Aérea de Aviões sem qualificação de Instrutor (Grupo de Controlo), sendo ambos os grupos do sexo masculino. Com efeito, com o presente estudo pretendíamos observar se existiam diferenças estatisticamente significativas entre estes dois grupos, quanto à eficácia das estratégias de coping adoptadas (H1), assim como quanto aos níveis de ansiedade (H2) e índices de severidade de depressão (H3). Verificou-se assim, nesta investigação, que os Pilotos Instrutores revelaram diferenças estatisticamente significativas quanto à eficácia dos mecanismos de coping mobilizados, adoptando estratégias de coping mais eficazes do que os Pilotos não Instrutores, aceitando-se a primeira hipótese. Não se verificaram, no entanto, resultados congruentes quanto às nossas segunda e terceira hipóteses, ou seja, que existia uma associação negativa entre deter qualificação de Instrutor e as dimensões ansiedade (estado e traço) e depressão, respectivamente; não se aceitando assim, a segunda e terceira hipóteses. |
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