Publicação
Dinâmicas de questionamento, diálogo e mediação na filosofia para crianças
| Resumo: | O presente relatório resulta da Prática de Ensino Supervisionada realizada no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico. A investigação desenvolvida decorreu numa cooperativa de ensino com uma turma do 4.º ano, tendo como foco a Filosofia para Crianças (FpC), com especial atenção ao papel do questionamento. Desta forma, pretendeu-se compreender o papel do questionamento nesta prática pedagógica, bem como o impacto da mediação do professor no desenvolvimento do pensamento crítico, criativo e cuidadoso dos alunos. Neste sentido, formularam-se três questões de investigação: (1) Qual a função do questionamento na dinâmica das aulas de filosofia? (2) Qual o papel do professor? e (3) Qual o impacto observado nas crianças? Para a concretização desta investigação, assumiu-se uma metodologia qualitativa, recorrendo-se à observação participante e não participante e à realização de uma entrevista aberta. Os dados foram recolhidos através de notas de campo e da transcrição da entrevista ao professor responsável pelas sessões. A análise centrou-se nas dinâmicas de Filosofia para Crianças observadas e implementadas. A análise reflexiva das sessões observadas e da intervenção realizada permitiu reconhecer a riqueza do questionamento como prática promotora de pensamento de ordem superior, bem como o papel essencial do professor enquanto facilitador do diálogo e da construção coletiva de sentido. Através da confrontação entre os dados recolhidos e os referenciais teóricos, foi possível identificar múltiplas formas de mediação e estratégias que valorizam a escuta ativa, o respeito pelas ideias dos alunos e a construção de uma comunidade de investigação viva e participativa. As conclusões evidenciaram que o questionamento não é apenas um recurso, mas uma postura pedagógica que transforma a sala de aula num espaço de pensamento partilhado, potenciando a autonomia intelectual, a empatia e o envolvimento ético dos alunos com o mundo que os rodeia. Esta investigação constituiu, assim, um contributo para a compreensão da Filosofia para Crianças, do seu impacto e do seu comprometimento com uma educação crítica, criativa e cuidadosa. |
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| Autores principais: | Mendonça, Maria Benedita Nogueira Aranha Furtado de |
| Assunto: | Filosofia para Crianças questionamento mediação pensamento crítico comunidade de investigação Philosophy for Children questioning mediation critical thinking community of inquiry |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O presente relatório resulta da Prática de Ensino Supervisionada realizada no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico. A investigação desenvolvida decorreu numa cooperativa de ensino com uma turma do 4.º ano, tendo como foco a Filosofia para Crianças (FpC), com especial atenção ao papel do questionamento. Desta forma, pretendeu-se compreender o papel do questionamento nesta prática pedagógica, bem como o impacto da mediação do professor no desenvolvimento do pensamento crítico, criativo e cuidadoso dos alunos. Neste sentido, formularam-se três questões de investigação: (1) Qual a função do questionamento na dinâmica das aulas de filosofia? (2) Qual o papel do professor? e (3) Qual o impacto observado nas crianças? Para a concretização desta investigação, assumiu-se uma metodologia qualitativa, recorrendo-se à observação participante e não participante e à realização de uma entrevista aberta. Os dados foram recolhidos através de notas de campo e da transcrição da entrevista ao professor responsável pelas sessões. A análise centrou-se nas dinâmicas de Filosofia para Crianças observadas e implementadas. A análise reflexiva das sessões observadas e da intervenção realizada permitiu reconhecer a riqueza do questionamento como prática promotora de pensamento de ordem superior, bem como o papel essencial do professor enquanto facilitador do diálogo e da construção coletiva de sentido. Através da confrontação entre os dados recolhidos e os referenciais teóricos, foi possível identificar múltiplas formas de mediação e estratégias que valorizam a escuta ativa, o respeito pelas ideias dos alunos e a construção de uma comunidade de investigação viva e participativa. As conclusões evidenciaram que o questionamento não é apenas um recurso, mas uma postura pedagógica que transforma a sala de aula num espaço de pensamento partilhado, potenciando a autonomia intelectual, a empatia e o envolvimento ético dos alunos com o mundo que os rodeia. Esta investigação constituiu, assim, um contributo para a compreensão da Filosofia para Crianças, do seu impacto e do seu comprometimento com uma educação crítica, criativa e cuidadosa. |
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