Publicação
Representações maternas no terceiro trimestre de gravidez: Uma análise indissociável da singularidade
| Resumo: | Problema: Perante uma sociedade dinâmica, fruto de alterações e transformações no papel da mulher em relação à gravidez e a todo o seu processo inerente, denotam-se consequências na sua organização psicológica das quais emerge uma necessidade, também ela recorrente, de aprofundarmos um conjunto de questões intrínsecas a estes processos. Objetivo: O presente estudo assume como objetivo aceder, através de narrativas, à identificação, descrição e compreensão das representações maternas de grávidas que se encontram no terceiro trimestre de gravidez. Método: Esta investigação enquadra-se numa metodologia qualitativa, de natureza descritiva e exploratória. A amostra é caraterizada por 10 grávidas de nacionalidade portuguesa (6 primíparas e 4 multíparas), com uma média de idades de 32 anos e que se encontram no terceiro trimestre de gravidez. Como materiais de estudo foram utilizados um questionário sociodemográfico e uma entrevista semiestruturada designada por Interview of Maternal Representations during Pregnancy – Revised Version (IRMAG-R, Ammaniti & Tambelli, 2010), da qual se procedeu a uma análise de conteúdo. Resultados: Criaram-se sete categorias de análise - conteúdos representativos; conteúdos percetivos de relação; conteúdos percetivos de mudança; conteúdos afetivos; conteúdos fantasiosos; conteúdos referenciadores e conteúdos comparativos. Os conteúdos enquadraram-se como parte componente da representação que a grávida desenvolve, de forma diferenciada, sobre si enquanto mãe e sobre o seu filho. Tanto no plano percetual como no plano imaginário as representações sobre o bebé apresentaram maior expressividade. A sua representação enquanto mãe assumiu uma maior prevalência no plano fatual, observando-se uma tendência elevada da grávida em diferenciar-se da sua mãe no que diz respeito às suas caraterísticas e ao que ambiciona para o seu papel materno. Entre outros resultados, concluiu-se a presença um envolvimento afetivo predominantemente positivo que nos reflete a existência de uma relação entre a mãe e o bebé. |
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| Autores principais: | Ribeiro, Catarina Santos |
| Assunto: | Gravidez Terceiro trimestre Representações maternas Bebé Pregnancy Third trimester Maternal representations Baby |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Problema: Perante uma sociedade dinâmica, fruto de alterações e transformações no papel da mulher em relação à gravidez e a todo o seu processo inerente, denotam-se consequências na sua organização psicológica das quais emerge uma necessidade, também ela recorrente, de aprofundarmos um conjunto de questões intrínsecas a estes processos. Objetivo: O presente estudo assume como objetivo aceder, através de narrativas, à identificação, descrição e compreensão das representações maternas de grávidas que se encontram no terceiro trimestre de gravidez. Método: Esta investigação enquadra-se numa metodologia qualitativa, de natureza descritiva e exploratória. A amostra é caraterizada por 10 grávidas de nacionalidade portuguesa (6 primíparas e 4 multíparas), com uma média de idades de 32 anos e que se encontram no terceiro trimestre de gravidez. Como materiais de estudo foram utilizados um questionário sociodemográfico e uma entrevista semiestruturada designada por Interview of Maternal Representations during Pregnancy – Revised Version (IRMAG-R, Ammaniti & Tambelli, 2010), da qual se procedeu a uma análise de conteúdo. Resultados: Criaram-se sete categorias de análise - conteúdos representativos; conteúdos percetivos de relação; conteúdos percetivos de mudança; conteúdos afetivos; conteúdos fantasiosos; conteúdos referenciadores e conteúdos comparativos. Os conteúdos enquadraram-se como parte componente da representação que a grávida desenvolve, de forma diferenciada, sobre si enquanto mãe e sobre o seu filho. Tanto no plano percetual como no plano imaginário as representações sobre o bebé apresentaram maior expressividade. A sua representação enquanto mãe assumiu uma maior prevalência no plano fatual, observando-se uma tendência elevada da grávida em diferenciar-se da sua mãe no que diz respeito às suas caraterísticas e ao que ambiciona para o seu papel materno. Entre outros resultados, concluiu-se a presença um envolvimento afetivo predominantemente positivo que nos reflete a existência de uma relação entre a mãe e o bebé. |
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