Publicação
O locus de controlo nos pais e nos filhos com obesidade e a adesão à terapêutica
| Resumo: | O objectivo deste estudo foi avaliar o tipo de locus de controlo exercido pelos pais e pelos filhos face a uma doença crónica, nomeadamente o excesso de peso/obesidade. Pretendeu-se avaliar se as crenças de controlo exercido relativamente à saúde/doença são mais internas ou externas. Analisou-se também, a adesão à terapêutica e as barreiras à não adesão, nos filhos com esta doença. Foi constituída uma amostra de carácter intencional, com 32 crianças e adolescentes, com idades entre 11 e os 17 anos, e os respectivos pais. Este estudo é de carácter exploratório e transversal. O protocolo de avaliação, é constituído por dois questionários de caracterização da amostra, um para os pais e outro para os filhos, pela Escala do Locus de Controlo na Saúde aplicado aos pais, Escala do Locus de Controlo na Saúde e o Illness Management Survey aplicado aos filhos. Os resultados mostraram que os pais apresentam um locus de controlo externo, e os filhos um locus de controlo, na maioria, coincidente com o dos pais. Ou seja, tanto os pais como os filhos percepcionam o excesso de peso/obesidade como resultado de factores externos, não atribuindo a doença, ás suas acções. Em relação à adesão terapêutica, constatou-se que os jovens com esta patologia apresentam mais barreiras nas sub-escalas relacionadas com problemas cognitivos (conhecimento da doença) e negação/desconfiança (da doença e da terapêutica). Constatou-se que os pais desvalorizam a doença dos filhos, envolvendo-se pouco na terapêutica. Consequentemente os filhos na maioria seguem os mesmos padrões dos pais, envolvendo-se pouco no cumprimento da terapêutica. |
|---|---|
| Autores principais: | Abreu, Marco Paulo Vieira |
| Assunto: | ObesidadeAdesão terapêutica Locus de controlo Filhos Pais Obesity Locus of control Adherence Children Parents |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O objectivo deste estudo foi avaliar o tipo de locus de controlo exercido pelos pais e pelos filhos face a uma doença crónica, nomeadamente o excesso de peso/obesidade. Pretendeu-se avaliar se as crenças de controlo exercido relativamente à saúde/doença são mais internas ou externas. Analisou-se também, a adesão à terapêutica e as barreiras à não adesão, nos filhos com esta doença. Foi constituída uma amostra de carácter intencional, com 32 crianças e adolescentes, com idades entre 11 e os 17 anos, e os respectivos pais. Este estudo é de carácter exploratório e transversal. O protocolo de avaliação, é constituído por dois questionários de caracterização da amostra, um para os pais e outro para os filhos, pela Escala do Locus de Controlo na Saúde aplicado aos pais, Escala do Locus de Controlo na Saúde e o Illness Management Survey aplicado aos filhos. Os resultados mostraram que os pais apresentam um locus de controlo externo, e os filhos um locus de controlo, na maioria, coincidente com o dos pais. Ou seja, tanto os pais como os filhos percepcionam o excesso de peso/obesidade como resultado de factores externos, não atribuindo a doença, ás suas acções. Em relação à adesão terapêutica, constatou-se que os jovens com esta patologia apresentam mais barreiras nas sub-escalas relacionadas com problemas cognitivos (conhecimento da doença) e negação/desconfiança (da doença e da terapêutica). Constatou-se que os pais desvalorizam a doença dos filhos, envolvendo-se pouco na terapêutica. Consequentemente os filhos na maioria seguem os mesmos padrões dos pais, envolvendo-se pouco no cumprimento da terapêutica. |
|---|