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As repercussões do desemprego no funcionamento familiar e na saúde mental da díade conjugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O desemprego é uma consequência da atual situação económica e social, o qual tem impacto no funcionamento familiar. Dada a escassez de estudos relativos às consequências do desemprego, pretendemos aprofundar esta temática e averiguar se, num casal, quando um dos cônjuges está empregado e o outro desempregado, esta situação interfere no funcionamento familiar e na saúde mental, nomeadamente com repercussões a nível do stress, da depressão e da ideação suicida. A amostra deste estudo é constituída por 44 casais, 23 casais em que é o homem que está desempregado e 21 casais em que é a mulher que está desempregada, com média de idades de 47.67 e residentes num concelho da Área Metropolitana de Lisboa. Aos participantes foi pedido que respondessem à escala de “Avaliação de Flexibilidade e Coesão Familiar - FACES IV” (Olson, 2011), à “Escala de Perceção de Stress” (Ribeiro & Marques, 2009), ao “Inventário Depressivo de Beck”, (Serra & Abreu, 1973) e ao “Questionário da Ideação Suicida” (Ferreira & Castela, 1999). Os resultados indicam-nos que a funcionalidade do sistema familiar tem influências positivas no stress, na depressão e na ideação suicida. Verificou-se a existência de um modelo de mediação, em que o efeito da depressão é total mediador da relação entre o funcionamento familiar e ideação suicida. Não se obtiveram diferenças entre homens e mulheres, na situação de desemprego, e no que respeita ao funcionamento familiar e à saúde mental.
Autores principais:Pires, Maria Manuel Pereira
Assunto:Desemprego Funcionamento familiar Stress Depressão Ideação suicida Unemployment Family functioning Stress Depression Suicidal ideation
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O desemprego é uma consequência da atual situação económica e social, o qual tem impacto no funcionamento familiar. Dada a escassez de estudos relativos às consequências do desemprego, pretendemos aprofundar esta temática e averiguar se, num casal, quando um dos cônjuges está empregado e o outro desempregado, esta situação interfere no funcionamento familiar e na saúde mental, nomeadamente com repercussões a nível do stress, da depressão e da ideação suicida. A amostra deste estudo é constituída por 44 casais, 23 casais em que é o homem que está desempregado e 21 casais em que é a mulher que está desempregada, com média de idades de 47.67 e residentes num concelho da Área Metropolitana de Lisboa. Aos participantes foi pedido que respondessem à escala de “Avaliação de Flexibilidade e Coesão Familiar - FACES IV” (Olson, 2011), à “Escala de Perceção de Stress” (Ribeiro & Marques, 2009), ao “Inventário Depressivo de Beck”, (Serra & Abreu, 1973) e ao “Questionário da Ideação Suicida” (Ferreira & Castela, 1999). Os resultados indicam-nos que a funcionalidade do sistema familiar tem influências positivas no stress, na depressão e na ideação suicida. Verificou-se a existência de um modelo de mediação, em que o efeito da depressão é total mediador da relação entre o funcionamento familiar e ideação suicida. Não se obtiveram diferenças entre homens e mulheres, na situação de desemprego, e no que respeita ao funcionamento familiar e à saúde mental.