Publicação
O papel mediador da regulação emocional na relação entre práticas parentais e brincadeira social e não-social em contexto pré-escolar
| Resumo: | Em linha com uma abordagem ecológica e desenvolvimental, a literatura salienta a importância de melhor compreender os processos através dos quais as práticas parentais em contexto familiar se podem associar com os comportamentos de brincadeira em contexto pré-escolar. Entre estes processos, encontra-se a regulação emocional. Este estudo teve como objetivo analisar o papel mediador da regulação emocional na relação entre práticas parentais (cuidado e restritividade) e os comportamentos de brincadeira social, de lutas e não-social (reticente, solitário-passivo) em contexto pré-escolar. A amostra foi composta por 106 mães e 78 pais que preencheram o Child-Rearing Practices Report Questionnaire e a Emotion Regulation Checklist para avaliar as práticas parentais e a regulação emocional das crianças, respetivamente. Participaram também 18 educadoras que preencheram a mesma medida de regulação emocional do que os pais e a Preschool Play Behavior Scale para avaliar os comportamentos de brincadeira. Os nossos resultados mostraram que as práticas maternas e paternas mais restritivas se associaram com menos comportamentos de brincadeira social e mais comportamentos reticentes, por via da menor regulação emocional percebida por parte da educadora (mas não por parte dos pais e das mães). Estes resultados são consistentes com a literatura teórica e empírica, segundo a qual a regulação emocional é um dos processos que medeia as associações entre o controlo parental e os comportamentos de brincadeira em contexto pré-escolar. Sublinham a importância da promoção de práticas parentais positivas e de competências de regulação emocional na infância, com possíveis implicações para intervenções preventivas em contextos educativos e familiares. |
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| Autores principais: | Silva, Maria Luísa Duarte |
| Assunto: | Regulação Emocional Práticas Parentais Brincadeira Social Brincadeira Não-Social Pré-Escolar Emotional Regulation Parenting Practices Social Play Non-Social Play Preschool |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Em linha com uma abordagem ecológica e desenvolvimental, a literatura salienta a importância de melhor compreender os processos através dos quais as práticas parentais em contexto familiar se podem associar com os comportamentos de brincadeira em contexto pré-escolar. Entre estes processos, encontra-se a regulação emocional. Este estudo teve como objetivo analisar o papel mediador da regulação emocional na relação entre práticas parentais (cuidado e restritividade) e os comportamentos de brincadeira social, de lutas e não-social (reticente, solitário-passivo) em contexto pré-escolar. A amostra foi composta por 106 mães e 78 pais que preencheram o Child-Rearing Practices Report Questionnaire e a Emotion Regulation Checklist para avaliar as práticas parentais e a regulação emocional das crianças, respetivamente. Participaram também 18 educadoras que preencheram a mesma medida de regulação emocional do que os pais e a Preschool Play Behavior Scale para avaliar os comportamentos de brincadeira. Os nossos resultados mostraram que as práticas maternas e paternas mais restritivas se associaram com menos comportamentos de brincadeira social e mais comportamentos reticentes, por via da menor regulação emocional percebida por parte da educadora (mas não por parte dos pais e das mães). Estes resultados são consistentes com a literatura teórica e empírica, segundo a qual a regulação emocional é um dos processos que medeia as associações entre o controlo parental e os comportamentos de brincadeira em contexto pré-escolar. Sublinham a importância da promoção de práticas parentais positivas e de competências de regulação emocional na infância, com possíveis implicações para intervenções preventivas em contextos educativos e familiares. |
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