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Adaptação transcultural para o português e validação de duas ferramentas de avaliação das preferências do cliente em psicoterapia: C-NIP E PEX.P1

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Portugal é um dos países com maiores taxas de perturbações psicológicas e de consumo de psicofármacos. Invariavelmente esta situação acarreta implicações nocivas ao país. Uma das melhores formas de abordar este problema é através da psicoterapia, cuja eficácia tem sido evidenciada em múltiplos estudos. Contudo, a psicoterapia enfrenta alguns problemas como os resultados negativos e os abandonos prematuros dos clientes. Para combater estes problemas a APA recomenda que a prática clinica seja baseada em evidências científicas, incluindo a incorporação no tratamento das preferências que um cliente poderá ter em psicoterapia. Alguns estudos empíricos indicaram que a incorporação das suas preferências na prática clínica tem o potencial de optimizar os resultados psicoterapêuticos, reforçar a aliança terapêutica e reduzir os abandonos prematuros. Dado que se constata que não existem ferramentas na língua Portuguesa que apurem as preferências do cliente em psicoterapia, o presente estudo adaptou transculturalmente duas ferramentas neste âmbito – o Inventário de Preferências Cooper-Norcross (C-NIP) e o Questionário de Preferências e Expectativas Psicoterapêuticas (PEX.P1). Os instrumentos adaptados foram aplicados numa amostra de 274 participantes fluentes na língua Portuguesa, a fim de investigar a validade do trabalho de adaptação transcultural. As qualidades psicométricas foram avaliadas em termos de sensibilidade psicométrica, validade de constructo e fiabilidade de constructo. O C-NIP apresentou dificuldades nestes aspectos, pelo que, neste momento, recomendamos o seu uso como forma de estabelecer o diálogo com o cliente sobre as suas preferências. Para uma avaliação robusta das preferências do cliente em psicoterapia, recomendamos o PEX.P1, que demonstrou boas qualidades psicométricas.
Autores principais:Malosso, Micaela Susete
Assunto:Preferências do cliente Preferências psicoterapêuticas Resultados psicoterapêuticos Aliança psicoterapêutica Psicometria Client preferences Psychotherapeutic preferences Psychotherapeutic results Psychotherapeutic alliance Psychometrics
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Portugal é um dos países com maiores taxas de perturbações psicológicas e de consumo de psicofármacos. Invariavelmente esta situação acarreta implicações nocivas ao país. Uma das melhores formas de abordar este problema é através da psicoterapia, cuja eficácia tem sido evidenciada em múltiplos estudos. Contudo, a psicoterapia enfrenta alguns problemas como os resultados negativos e os abandonos prematuros dos clientes. Para combater estes problemas a APA recomenda que a prática clinica seja baseada em evidências científicas, incluindo a incorporação no tratamento das preferências que um cliente poderá ter em psicoterapia. Alguns estudos empíricos indicaram que a incorporação das suas preferências na prática clínica tem o potencial de optimizar os resultados psicoterapêuticos, reforçar a aliança terapêutica e reduzir os abandonos prematuros. Dado que se constata que não existem ferramentas na língua Portuguesa que apurem as preferências do cliente em psicoterapia, o presente estudo adaptou transculturalmente duas ferramentas neste âmbito – o Inventário de Preferências Cooper-Norcross (C-NIP) e o Questionário de Preferências e Expectativas Psicoterapêuticas (PEX.P1). Os instrumentos adaptados foram aplicados numa amostra de 274 participantes fluentes na língua Portuguesa, a fim de investigar a validade do trabalho de adaptação transcultural. As qualidades psicométricas foram avaliadas em termos de sensibilidade psicométrica, validade de constructo e fiabilidade de constructo. O C-NIP apresentou dificuldades nestes aspectos, pelo que, neste momento, recomendamos o seu uso como forma de estabelecer o diálogo com o cliente sobre as suas preferências. Para uma avaliação robusta das preferências do cliente em psicoterapia, recomendamos o PEX.P1, que demonstrou boas qualidades psicométricas.