Publicação
Normas sociais e discriminação em estudantes universitários
| Resumo: | O estudo analisa a relação das normas sociais (igualitarismo e meritocracia) com a discriminação, num contexto de seleção de emprego. Foram testadas as hipóteses de: quando os sujeitos são primados com a norma igualitária, discriminam significativamente menos as candidatas imigrantes, do que quando os sujeitos são primados com a norma meritocratica (1); quando as três candidatas (imigrantes e portuguesa) têm iguais qualificações, os sujeitos selecionam significativamente menos as candidatas imigrantes do que a portuguesa (2); quando as qualificações de uma das candidatas imigrantes são mais elevadas, não há discriminação dessa candidata imigrante (3). O teste das hipóteses foi realizado num estudo (N=150) em que após as normas sociais serem manipuladas através de primação, foi medida a discriminação da candidata imigrante através da sua seleção ou não. Os resultados não demonstraram a relação entre as normas sociais do igualitarismo e meritocracia na discriminação; revelaram que, quando as três candidatas têm iguais qualificações, os sujeitos selecionam significativamente menos as candidatas imigrantes, do que a candidata portuguesa, e que, quando as qualificações de uma das candidatas imigrantes são mais elevadas, não há discriminação dessa candidata imigrante. Assim, os resultados parecem indiciar que nas situações onde a resposta anti-racista não é evidente (e.g. condição onde três candidatas têm iguais qualificações), os sujeitos tendem a discriminar os imigrantes, e que nas situações em que a resposta anti-racista é evidente (e.g. condições onde a candidata imigrante tem mais qualificações que as restantes), os sujeitos não discriminam a que tem mais qualificações, independentemente se é imigrante ou não. |
|---|---|
| Autores principais: | Barros, Valter Fortes de |
| Assunto: | Normas sociais Meritocracia Igualitarismo Discriminação racial Social norms Meritocracy Egalitarianism Racial discrimination |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O estudo analisa a relação das normas sociais (igualitarismo e meritocracia) com a discriminação, num contexto de seleção de emprego. Foram testadas as hipóteses de: quando os sujeitos são primados com a norma igualitária, discriminam significativamente menos as candidatas imigrantes, do que quando os sujeitos são primados com a norma meritocratica (1); quando as três candidatas (imigrantes e portuguesa) têm iguais qualificações, os sujeitos selecionam significativamente menos as candidatas imigrantes do que a portuguesa (2); quando as qualificações de uma das candidatas imigrantes são mais elevadas, não há discriminação dessa candidata imigrante (3). O teste das hipóteses foi realizado num estudo (N=150) em que após as normas sociais serem manipuladas através de primação, foi medida a discriminação da candidata imigrante através da sua seleção ou não. Os resultados não demonstraram a relação entre as normas sociais do igualitarismo e meritocracia na discriminação; revelaram que, quando as três candidatas têm iguais qualificações, os sujeitos selecionam significativamente menos as candidatas imigrantes, do que a candidata portuguesa, e que, quando as qualificações de uma das candidatas imigrantes são mais elevadas, não há discriminação dessa candidata imigrante. Assim, os resultados parecem indiciar que nas situações onde a resposta anti-racista não é evidente (e.g. condição onde três candidatas têm iguais qualificações), os sujeitos tendem a discriminar os imigrantes, e que nas situações em que a resposta anti-racista é evidente (e.g. condições onde a candidata imigrante tem mais qualificações que as restantes), os sujeitos não discriminam a que tem mais qualificações, independentemente se é imigrante ou não. |
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