Publicação
Atitudes face à terapia online durante a pandemia COVID-19:dois estudos com clientes e terapeutas
| Resumo: | INTRODUÇÃO: As atitudes face à terapia online são importantes preditores de adesão a esta. Com o início da pandemia COVID-19, a terapia online ganhou prominência, tornando-se essencial entender o papel atual e futuro desta modalidade. ESTUDO 1. Atitudes dos clientes portugueses face à terapia online. Objetivos: estudar as atitudes de clientes face à terapia online e a relação com caraterísticas sociodemográficas, clínicas e do processo terapêutico. Método: estudo comparativo com uma amostra de 80 clientes, recolhida em dois momentos da pandemia. As atitudes face à terapia online foram avaliadas pelo Online Counseling Attitudes Scale (OCAS). Resultados e Discussão: clientes demonstraram atitudes positivas face à terapia online e que a passagem teve um impacto neutro a ligeiramente negativo no processo terapêutico. Não se verificaram diferenças significativas nas atitudes para as variáveis sociodemográficas à exceção da idade, e observou-se uma associação positiva das atitudes com o tempo de acompanhamento online. ESTUDO 2. Atitudes dos terapeutas portugueses face à terapia online. Objetivos: estudar as atitudes de terapeutas face à terapia online, avaliando como se relacionam com caraterísticas sociodemográficas e profissionais, e as mudanças na prática terapêutica. Método: estudo comparativo com uma amostra de 542 terapeutas. As atitudes face à terapia online foram avaliadas pela escala OCAS (versão adaptada). Resultados e discussão: Os terapeutas clínicos evidenciaram atitudes razoavelmente positivas face à terapia online e mostraram-se no geral, satisfeitos com o aumento do trabalho à distância. As atitudes variaram significativamente, de acordo com o género, idade, facilidade de uso das tecnologias, formação em psicoterapia, orientação teórica e percentagem de clientes em terapia online. CONCLUSÃO: O meio online mostrou-se uma opção válida e segura para estabelecer terapia e tanto clientes como terapeutas, mostram-se abertos em continuar a utilizar a terapia online no futuro. |
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| Autores principais: | Freitas, Pedro Miguel Monteiro |
| Assunto: | Atitudes Psicoterapia online Clientes Terapeutas Pandemia COVID 19 Attitudes Online psychotherapy Clients Therapists COVID-19 Pandemic |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | INTRODUÇÃO: As atitudes face à terapia online são importantes preditores de adesão a esta. Com o início da pandemia COVID-19, a terapia online ganhou prominência, tornando-se essencial entender o papel atual e futuro desta modalidade. ESTUDO 1. Atitudes dos clientes portugueses face à terapia online. Objetivos: estudar as atitudes de clientes face à terapia online e a relação com caraterísticas sociodemográficas, clínicas e do processo terapêutico. Método: estudo comparativo com uma amostra de 80 clientes, recolhida em dois momentos da pandemia. As atitudes face à terapia online foram avaliadas pelo Online Counseling Attitudes Scale (OCAS). Resultados e Discussão: clientes demonstraram atitudes positivas face à terapia online e que a passagem teve um impacto neutro a ligeiramente negativo no processo terapêutico. Não se verificaram diferenças significativas nas atitudes para as variáveis sociodemográficas à exceção da idade, e observou-se uma associação positiva das atitudes com o tempo de acompanhamento online. ESTUDO 2. Atitudes dos terapeutas portugueses face à terapia online. Objetivos: estudar as atitudes de terapeutas face à terapia online, avaliando como se relacionam com caraterísticas sociodemográficas e profissionais, e as mudanças na prática terapêutica. Método: estudo comparativo com uma amostra de 542 terapeutas. As atitudes face à terapia online foram avaliadas pela escala OCAS (versão adaptada). Resultados e discussão: Os terapeutas clínicos evidenciaram atitudes razoavelmente positivas face à terapia online e mostraram-se no geral, satisfeitos com o aumento do trabalho à distância. As atitudes variaram significativamente, de acordo com o género, idade, facilidade de uso das tecnologias, formação em psicoterapia, orientação teórica e percentagem de clientes em terapia online. CONCLUSÃO: O meio online mostrou-se uma opção válida e segura para estabelecer terapia e tanto clientes como terapeutas, mostram-se abertos em continuar a utilizar a terapia online no futuro. |
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