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Impacto do diagnóstico de vih na sexualidade e intimidade: Uma revisão sistemática e dados exploratórios

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Apesar de o primeiro caso de VIH ter sido identificado há mais de 40 anos e de terem sido conduzidas inúmeras investigações, a discriminação contra indivíduos que vivem com o vírus ainda é uma realidade. Foram estudados aspetos psicossociais que esta doença pode acarretar, mas outras vertentes ficaram esquecidas. Exemplo disso é a intimidade e a sexualidade de pessoas portadoras do vírus. Deste modo, foram realizados dois estudos. Num primeiro estudo realizou-se uma revisão sistemática com o propósito de compreender o impacto que um diagnóstico de VIH pode ter tanto nas relações íntimas, como na sexualidade, podendo ou não abranger parceiros fixos. Realizou-se a pesquisa de literatura em Janeiro de 2024 em várias bases de dados. Foram incluídos 7 artigos na revisão sistemática realizados em diferentes países do mundo. Os resultados principais demonstram que, após o diagnóstico, as relações íntimas se deterioram devido à dificuldade dos parceiros em lidar com a situação. Como consequência, muitos optaram pela abstinência sexual ou pelo uso do preservativo como medida preventiva. Num segundo estudo quantitativo, foram incluídos 27 participantes (10 homens e 17 mulheres) e explorou-se a associação entre o estigma, a autoestima e a sexualidade/intimidade. Verificou-se que um maior estigma sentido resulta numa menor satisfação sexual e que uma autoestima mais baixa afeta significativamente a experiência sexual. Assim, considerando os resultados encontrados nos dois estudos, verificou-se uma necessidade acrescida de ampliar o conhecimento sobre este tema, com foco na sexualidade e intimidade neste contexto.
Autores principais:Esteves, Marta da Silva Perdigão
Assunto:Intimidade sexual VIH SIDA Diagnóstico Parceiros sexuais.
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Apesar de o primeiro caso de VIH ter sido identificado há mais de 40 anos e de terem sido conduzidas inúmeras investigações, a discriminação contra indivíduos que vivem com o vírus ainda é uma realidade. Foram estudados aspetos psicossociais que esta doença pode acarretar, mas outras vertentes ficaram esquecidas. Exemplo disso é a intimidade e a sexualidade de pessoas portadoras do vírus. Deste modo, foram realizados dois estudos. Num primeiro estudo realizou-se uma revisão sistemática com o propósito de compreender o impacto que um diagnóstico de VIH pode ter tanto nas relações íntimas, como na sexualidade, podendo ou não abranger parceiros fixos. Realizou-se a pesquisa de literatura em Janeiro de 2024 em várias bases de dados. Foram incluídos 7 artigos na revisão sistemática realizados em diferentes países do mundo. Os resultados principais demonstram que, após o diagnóstico, as relações íntimas se deterioram devido à dificuldade dos parceiros em lidar com a situação. Como consequência, muitos optaram pela abstinência sexual ou pelo uso do preservativo como medida preventiva. Num segundo estudo quantitativo, foram incluídos 27 participantes (10 homens e 17 mulheres) e explorou-se a associação entre o estigma, a autoestima e a sexualidade/intimidade. Verificou-se que um maior estigma sentido resulta numa menor satisfação sexual e que uma autoestima mais baixa afeta significativamente a experiência sexual. Assim, considerando os resultados encontrados nos dois estudos, verificou-se uma necessidade acrescida de ampliar o conhecimento sobre este tema, com foco na sexualidade e intimidade neste contexto.