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A experiência da parafilia coerciva : Da Coerção sexual à patologização

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Existe uma longa história de polémicas sobre se os violadores preenchem os critérios de uma patologia diagnosticável, em especial, os da Parafilia Coerciva. Os sujeitos que se dedicam a agressões sexuais não apresentam todos a mesma base motivacional, podendo colocar-se a hipótese de alguns deles serem considerados parafílicos coercivos. A natureza coerciva constitui o principal foco de excitação, que através do domínio, controlo e poder, praticam uma pluralidade de ofensas sexuais desviantes. Objetivo: Este estudo pretende encontrar uma estrutura geral comum por detrás dos relatos das experiências vividas dos indivíduos parafílicos coercivos. A compreensão deste fenómeno contribui para que se consiga um maior aperfeiçoamento da terminologia empregue na atualidade, para se categorizar este grupo de sujeitos potencialmente perigosos. Método: Foram recolhidos quatro relatos, onde os participantes relataram emoções, sentimentos e pensamentos sobre as agressões sexuais. A análise dos dados foi efetuada através da metodologia qualitativa e fenomenológica de Giorgi. Resultados: Os relatos em comum dos quatro participantes permitiram criar uma estrutura geral sobre o fenómeno da parafilia coerciva, que descreve um conjunto de fatores predominantes, tais como, pensamentos, impulsos, desejos e comportamentos sexuais para praticar ofensas sexuais, através do uso do poder, controlo e domínio sobre as vítimas, reforçados pelas distorções cognitivas. Conclusões: Os resultados da experiência vivida dos quatro participantes corroboram com a literatura prévia concebida em torno da parafilia coerciva, resumindo-se assim, através de fantasias sexuais persistentes, reforçadas pelas distorções cognitivas, para praticar uma pluralidade de atos coercivos com variadas vítimas não consensuais, refletindo uma excitação sexual desviante, implícita ao sexo forçado.
Autores principais:Ponte, Solange Micaela Vieira da
Assunto:Parafilia coerciva Coerção sexual Ato sexual desviante Agressores sexuais Experiência vivida Coercive paraphilia Sexual coercion Deviant sex Sex offenders Lived experience
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Existe uma longa história de polémicas sobre se os violadores preenchem os critérios de uma patologia diagnosticável, em especial, os da Parafilia Coerciva. Os sujeitos que se dedicam a agressões sexuais não apresentam todos a mesma base motivacional, podendo colocar-se a hipótese de alguns deles serem considerados parafílicos coercivos. A natureza coerciva constitui o principal foco de excitação, que através do domínio, controlo e poder, praticam uma pluralidade de ofensas sexuais desviantes. Objetivo: Este estudo pretende encontrar uma estrutura geral comum por detrás dos relatos das experiências vividas dos indivíduos parafílicos coercivos. A compreensão deste fenómeno contribui para que se consiga um maior aperfeiçoamento da terminologia empregue na atualidade, para se categorizar este grupo de sujeitos potencialmente perigosos. Método: Foram recolhidos quatro relatos, onde os participantes relataram emoções, sentimentos e pensamentos sobre as agressões sexuais. A análise dos dados foi efetuada através da metodologia qualitativa e fenomenológica de Giorgi. Resultados: Os relatos em comum dos quatro participantes permitiram criar uma estrutura geral sobre o fenómeno da parafilia coerciva, que descreve um conjunto de fatores predominantes, tais como, pensamentos, impulsos, desejos e comportamentos sexuais para praticar ofensas sexuais, através do uso do poder, controlo e domínio sobre as vítimas, reforçados pelas distorções cognitivas. Conclusões: Os resultados da experiência vivida dos quatro participantes corroboram com a literatura prévia concebida em torno da parafilia coerciva, resumindo-se assim, através de fantasias sexuais persistentes, reforçadas pelas distorções cognitivas, para praticar uma pluralidade de atos coercivos com variadas vítimas não consensuais, refletindo uma excitação sexual desviante, implícita ao sexo forçado.