Publicação
A capacidade de persuasão do psicoterapeuta e a aliança terapêutica
| Resumo: | Objetivo: Uma aliança terapêutica de qualidade está fortemente correlacionada com melhores outcomes terapêuticos (Feinstein, Heiman & Yager, 2015). Em simultâneo, as caraterísticas e efeitos do terapeuta são fatores influentes, tanto para uma terapia mais eficaz, como para um reforço da aliança estabelecida (Wampold, 2015). Dentro dessas caraterísticas encontra-se a capacidade de persuasão do terapeuta, reconhecida como um elemento importante em muitos fenómenos presentes neste tipo de contexto (Anderson, McClintock, Himawan, Song, & Patterson, 2016). Assim sendo, este estudo pretende investigar se a capacidade de persuasão do psicoterapeuta e a aliança terapêutica estão relacionadas e quais é que são as implicações dessa relação. Método: Foram visualizadas vinte e sete gravações em vídeo de sessões de psicoterapia, abrangendo diferentes abordagens teóricas. Foi desenvolvido um instrumento que permitisse avaliar a capacidade de persuasão do terapeuta demonstrada em cada sessão, a Psychotherapy Persuasion Scale. Adicionalmente utilizaram-se dados sobre a aliança terapêutica dessa amostra, recolhidos a partir do Working Alliance Inventory (Tracey & Kokotovic, 1989). Realizou-se uma análise estatística de todos os dados, inclusive da relação entre ambos os conceitos avaliados. Resultados: Para a persuasão observou-se alguma variabilidade de resultados entre os diversos modelos teóricos, sendo destacadas as diferenças nos itens e dimensões da escala desenvolvida. Por outro lado, a aliança terapêutica demonstrou resultados opostos aos da persuasão, nomeadamente, nos modelos teóricos. Ao testar a correlação entre estas duas variáveis, os resultados foram negativos e não significativos. Conclusões: A relação entre a capacidade de persuasão do psicoterapeuta e a aliança terapêutica foi demonstrada como estatisticamente não significativa, em oposição ao que seria de esperar. O estudo desta associação tem, contudo, pertinência para ser aprofundado no futuro. |
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| Autores principais: | Cruz, Martim Pires Vieira da |
| Assunto: | Investigação em psicoterapia Persuasão em psicoterapia Aliança terapêutica Efeitos do terapeuta Psychotherapy investigation Persuasion in psychotherapy Therapeutic alliance Therapist effects |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Objetivo: Uma aliança terapêutica de qualidade está fortemente correlacionada com melhores outcomes terapêuticos (Feinstein, Heiman & Yager, 2015). Em simultâneo, as caraterísticas e efeitos do terapeuta são fatores influentes, tanto para uma terapia mais eficaz, como para um reforço da aliança estabelecida (Wampold, 2015). Dentro dessas caraterísticas encontra-se a capacidade de persuasão do terapeuta, reconhecida como um elemento importante em muitos fenómenos presentes neste tipo de contexto (Anderson, McClintock, Himawan, Song, & Patterson, 2016). Assim sendo, este estudo pretende investigar se a capacidade de persuasão do psicoterapeuta e a aliança terapêutica estão relacionadas e quais é que são as implicações dessa relação. Método: Foram visualizadas vinte e sete gravações em vídeo de sessões de psicoterapia, abrangendo diferentes abordagens teóricas. Foi desenvolvido um instrumento que permitisse avaliar a capacidade de persuasão do terapeuta demonstrada em cada sessão, a Psychotherapy Persuasion Scale. Adicionalmente utilizaram-se dados sobre a aliança terapêutica dessa amostra, recolhidos a partir do Working Alliance Inventory (Tracey & Kokotovic, 1989). Realizou-se uma análise estatística de todos os dados, inclusive da relação entre ambos os conceitos avaliados. Resultados: Para a persuasão observou-se alguma variabilidade de resultados entre os diversos modelos teóricos, sendo destacadas as diferenças nos itens e dimensões da escala desenvolvida. Por outro lado, a aliança terapêutica demonstrou resultados opostos aos da persuasão, nomeadamente, nos modelos teóricos. Ao testar a correlação entre estas duas variáveis, os resultados foram negativos e não significativos. Conclusões: A relação entre a capacidade de persuasão do psicoterapeuta e a aliança terapêutica foi demonstrada como estatisticamente não significativa, em oposição ao que seria de esperar. O estudo desta associação tem, contudo, pertinência para ser aprofundado no futuro. |
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