Publicação
O desenvolvimento metacognitivo de alunos do 3º ciclo e as atividades de investigação no ensino das ciências
| Resumo: | Este trabalho teve um duplo objetivo: o primeiro, traduzir e adaptar dois instrumentos de avaliação da metacognição, destinados a estudantes do 3º ciclo para avaliar as diferenças existentes entre estudantes do 7º, 8º e 9º ano de escolaridade; o segundo, perceber em que medida o envolvimento de um grupo de alunos do 8º ano em atividades de investigação, num contexto de ensino das ciências, favorece o seu desenvolvimento metacognitivo. Assim, num primeiro estudo, procedeu-se à tradução, adaptação e validação da versão B do Jr. Metacognition Awareness Inventory (Jr. MAI), criado por Sperling, Howard, Miller e Murphy (2002), assim como da secção Self-Regulated Learning Strategies do Motivated Strategies for Learning Questionnaire (MSLQ), elaborado por Pintrich e De Groot (1990). Participaram neste estudo 995 alunos (560 alunos do 7º ano de escolaridade, 270 alunos do 8º ano e 165 alunos do 9º ano), de 11 escolas. Foram avaliadas as consistências internas da versão B do Jr. MAI ( α=.85) e das duas escalas da secção do MSLQ, Uso da Estratégia Cognitiva (α=.88) e Autorregulação (α=.81). Foram efetuadas análises fatoriais confirmatórias para perceber de que forma os itens avaliam componentes da metacognição, nomeadamente o conhecimento da cognição e a regulação da cognição. Foram avaliadas as diferenças existentes entre os alunos destes anos de escolaridade no que respeita a estas três variáveis. Formularam-se hipóteses de que o desenvolvimento metacognitivo, a utilização de estratégias cognitivas e a autorregulação são maiores em anos de escolaridades mais avançados; as duas primeiras foram parcialmente confirmadas, tendo-se obtido diferenças entre o 7º e o 9º ano, e a terceira não se confirmou. Formulou-se uma questão de investigação sobre a relação existente entre o desenvolvimento metacognitivo, a utilização de estratégias cognitivas e a autorregulação dos alunos, tendo-se obtido correlações moderadas entre estas variáveis. Para perceber se as atividades de investigação constituem um contexto educativo que favorece o desenvolvimento da metacognição de forma mais significativa do que um contexto de ensino tradicional das ciências desenvolveu-se um segundo estudo com 54 alunos do 8º ano, da disciplina de Ciências Físico-químicas, em dois contextos distintos, um considerado como mais tradicional (grupo de controlo) e o outro envolvido em atividades de investigação (grupo experimental). Foram utilizados os dois instrumentos acima referidos. Formularam-se hipóteses de que as atividades de investigação favorecem mais o desenvolvimento metacognitivo, a utilização de estratégias cognitivas e a autorregulação dos alunos do que um contexto de ensino tradicional das ciências. A primeira foi confirmada mas não as duas outras. Formulou-se uma questão de investigação sobre a relação entre a perceção do desenvolvimento metacognitivo dos alunos por parte dos professores e a avaliação do desenvolvimento metacognitivo dos alunos com o Jr. MAI, tendo-se obtido correlações moderadas. Formularam-se hipóteses sobre as relações entre o envolvimento em atividades de investigação, percecionado pelo professor e o desenvolvimento metacognitivo dos alunos, a utilização de estratégias cognitivas e a autorregulação. Foram encontradas correlações moderadas com o desenvolvimento metacognitivo e a utilização de estratégias cognitivas e fortes com a autorregulação. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Jorge Osvaldo Dias Santos |
| Assunto: | Metacognição Avaliação Ensino das ciências Estudantes Metacognition Assessement Science education Students |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Este trabalho teve um duplo objetivo: o primeiro, traduzir e adaptar dois instrumentos de avaliação da metacognição, destinados a estudantes do 3º ciclo para avaliar as diferenças existentes entre estudantes do 7º, 8º e 9º ano de escolaridade; o segundo, perceber em que medida o envolvimento de um grupo de alunos do 8º ano em atividades de investigação, num contexto de ensino das ciências, favorece o seu desenvolvimento metacognitivo. Assim, num primeiro estudo, procedeu-se à tradução, adaptação e validação da versão B do Jr. Metacognition Awareness Inventory (Jr. MAI), criado por Sperling, Howard, Miller e Murphy (2002), assim como da secção Self-Regulated Learning Strategies do Motivated Strategies for Learning Questionnaire (MSLQ), elaborado por Pintrich e De Groot (1990). Participaram neste estudo 995 alunos (560 alunos do 7º ano de escolaridade, 270 alunos do 8º ano e 165 alunos do 9º ano), de 11 escolas. Foram avaliadas as consistências internas da versão B do Jr. MAI ( α=.85) e das duas escalas da secção do MSLQ, Uso da Estratégia Cognitiva (α=.88) e Autorregulação (α=.81). Foram efetuadas análises fatoriais confirmatórias para perceber de que forma os itens avaliam componentes da metacognição, nomeadamente o conhecimento da cognição e a regulação da cognição. Foram avaliadas as diferenças existentes entre os alunos destes anos de escolaridade no que respeita a estas três variáveis. Formularam-se hipóteses de que o desenvolvimento metacognitivo, a utilização de estratégias cognitivas e a autorregulação são maiores em anos de escolaridades mais avançados; as duas primeiras foram parcialmente confirmadas, tendo-se obtido diferenças entre o 7º e o 9º ano, e a terceira não se confirmou. Formulou-se uma questão de investigação sobre a relação existente entre o desenvolvimento metacognitivo, a utilização de estratégias cognitivas e a autorregulação dos alunos, tendo-se obtido correlações moderadas entre estas variáveis. Para perceber se as atividades de investigação constituem um contexto educativo que favorece o desenvolvimento da metacognição de forma mais significativa do que um contexto de ensino tradicional das ciências desenvolveu-se um segundo estudo com 54 alunos do 8º ano, da disciplina de Ciências Físico-químicas, em dois contextos distintos, um considerado como mais tradicional (grupo de controlo) e o outro envolvido em atividades de investigação (grupo experimental). Foram utilizados os dois instrumentos acima referidos. Formularam-se hipóteses de que as atividades de investigação favorecem mais o desenvolvimento metacognitivo, a utilização de estratégias cognitivas e a autorregulação dos alunos do que um contexto de ensino tradicional das ciências. A primeira foi confirmada mas não as duas outras. Formulou-se uma questão de investigação sobre a relação entre a perceção do desenvolvimento metacognitivo dos alunos por parte dos professores e a avaliação do desenvolvimento metacognitivo dos alunos com o Jr. MAI, tendo-se obtido correlações moderadas. Formularam-se hipóteses sobre as relações entre o envolvimento em atividades de investigação, percecionado pelo professor e o desenvolvimento metacognitivo dos alunos, a utilização de estratégias cognitivas e a autorregulação. Foram encontradas correlações moderadas com o desenvolvimento metacognitivo e a utilização de estratégias cognitivas e fortes com a autorregulação. |
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