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Resumo:Neste projeto pretendeu-se conhecer melhor as variáveis envolvidas na predição do rendimento na formação profissional no contexto das Forças Armadas. Consideraram-se quatro dimensões: raciocínio lógico, metacognição, autoeficácia e resiliência. Delineou-se um estudo longitudinal, utilizando-se: uma prova de raciocínio lógico; a versão adaptada do Metacognitive Awareness Inventory (MAI) de Schraw e Dennison (1994); avaliou-se a resiliência através de 14 afirmações desenvolvidas por Block e Kremen (1996); e a autoeficácia por intermédio de itens construídos por Schwarzer e Jerusalem (1993). Mediu-se o rendimento dos sujeitos através das notas obtidas no curso de formação profissional. Os resultados confirmaram a variável cognitiva como melhor preditora do rendimento. Nenhuma das três dimensões não cognitivas apresentou uma correlação significativa com o rendimento no curso. Contudo, quando se agrupam os sujeitos em função dos valores obtidos no raciocínio lógico, e os resultados nos questionários de metacognição e autoeficácia, encontramos diferenças significativas entre os grupos. Os sujeitos com metacognição elevada e baixo resultado cognitivo têm idênticos resultados a quem tem elevado resultado cognitivo e baixa metacognição. Apesar de os resultados aparentarem um efeito compensatório entre a metacognição e as variáveis cognitivas, o mesmo não é estatisticamente significativo. A associação da autoeficácia e resiliência com o raciocínio lógico, para análise do rendimento na formação, não produz o mesmo padrão de comportamento que aquando da metacognição, levando-nos a supor que, apesar de serem constructos correlacionados, estas variáveis, têm impactes diferentes na previsão do rendimento, quando associadas a variáveis cognitivas. Enunciam-se algumas limitações encontradas no estudo, e orientações para pesquisas futuras.
Autores principais:Pinheiro, Regina Paula Quintino
Assunto:Aprendizagem Raciocínio Metacognição Autoeficácia e resiliência Learning Reasoning Metacognition Self-efficacy and resilience
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Neste projeto pretendeu-se conhecer melhor as variáveis envolvidas na predição do rendimento na formação profissional no contexto das Forças Armadas. Consideraram-se quatro dimensões: raciocínio lógico, metacognição, autoeficácia e resiliência. Delineou-se um estudo longitudinal, utilizando-se: uma prova de raciocínio lógico; a versão adaptada do Metacognitive Awareness Inventory (MAI) de Schraw e Dennison (1994); avaliou-se a resiliência através de 14 afirmações desenvolvidas por Block e Kremen (1996); e a autoeficácia por intermédio de itens construídos por Schwarzer e Jerusalem (1993). Mediu-se o rendimento dos sujeitos através das notas obtidas no curso de formação profissional. Os resultados confirmaram a variável cognitiva como melhor preditora do rendimento. Nenhuma das três dimensões não cognitivas apresentou uma correlação significativa com o rendimento no curso. Contudo, quando se agrupam os sujeitos em função dos valores obtidos no raciocínio lógico, e os resultados nos questionários de metacognição e autoeficácia, encontramos diferenças significativas entre os grupos. Os sujeitos com metacognição elevada e baixo resultado cognitivo têm idênticos resultados a quem tem elevado resultado cognitivo e baixa metacognição. Apesar de os resultados aparentarem um efeito compensatório entre a metacognição e as variáveis cognitivas, o mesmo não é estatisticamente significativo. A associação da autoeficácia e resiliência com o raciocínio lógico, para análise do rendimento na formação, não produz o mesmo padrão de comportamento que aquando da metacognição, levando-nos a supor que, apesar de serem constructos correlacionados, estas variáveis, têm impactes diferentes na previsão do rendimento, quando associadas a variáveis cognitivas. Enunciam-se algumas limitações encontradas no estudo, e orientações para pesquisas futuras.