Publicação
“Eu também tenho de fazer o meu coming out!” Trajetórias emocionais de mães e pais com filhos/filhas trans
| Resumo: | A afirmação da identidade de género é um fator significativo para o bem-estar de jovens trans. Todavia, este sentimento interno não reflete o sentimento da sociedade. As pessoas trans são alvo de discriminação social, sendo fator protetor do seu bem-estar psicológico o suporte parental. Contudo, estas possuem menos suporte parental comparando com pessoas cisgénero. Esta investigação explora o processo emocional parental após o coming out do/a filho/a como trans. Foi recrutada uma amostra de doze participantes, nove mães e três pais com filhos/as trans, maioritariamente através da Associação AMPLOS. Realizaram-se entrevistas semiestruturadas e a técnica da linha de vida, via Zoom e presencialmente. Analisaram-se as entrevistas através da Análise Temática e foram identificados cinco temas e dois subtemas. Constataram-se duas trajetórias emocionais distintas: a dos pais e a das mães. As mães sentem Perda, explicando, em parte, o Assoberbamento Emocional também experienciado. Estas entram em Conflito Emocional, pois necessitam de Ajustamento Emocional, mas também têm Preocupações / Necessidade de Apoiar os/as filhos/as. Os pais revelam Inexistência de Sensação de Perda, focando-se nas Preocupações / Necessidade de Apoio aos/às filhos/as. Quer os pais quer as mães têm como prioridade o Foco na Felicidade e Bom Desenvolvimento dos/as filhos/as. Conclui-se que a experiência emocional parental é complexa, podendo dificultar a disponibilidade necessária para apoiar os/as jovens, desejável para promover o seu desenvolvimento adaptativo. Os pais e as mães podem necessitar de suporte psicológico que será facilitado pela melhor compreensão da sua experiência emocional, que se espera ter clarificado com este estudo. |
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| Autores principais: | Ramalho, Laura Rafael |
| Assunto: | Identidade de género Trans Transição de género Família Aceitação familiar Gender identity Trans Gender transition Family Family acceptance |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | A afirmação da identidade de género é um fator significativo para o bem-estar de jovens trans. Todavia, este sentimento interno não reflete o sentimento da sociedade. As pessoas trans são alvo de discriminação social, sendo fator protetor do seu bem-estar psicológico o suporte parental. Contudo, estas possuem menos suporte parental comparando com pessoas cisgénero. Esta investigação explora o processo emocional parental após o coming out do/a filho/a como trans. Foi recrutada uma amostra de doze participantes, nove mães e três pais com filhos/as trans, maioritariamente através da Associação AMPLOS. Realizaram-se entrevistas semiestruturadas e a técnica da linha de vida, via Zoom e presencialmente. Analisaram-se as entrevistas através da Análise Temática e foram identificados cinco temas e dois subtemas. Constataram-se duas trajetórias emocionais distintas: a dos pais e a das mães. As mães sentem Perda, explicando, em parte, o Assoberbamento Emocional também experienciado. Estas entram em Conflito Emocional, pois necessitam de Ajustamento Emocional, mas também têm Preocupações / Necessidade de Apoiar os/as filhos/as. Os pais revelam Inexistência de Sensação de Perda, focando-se nas Preocupações / Necessidade de Apoio aos/às filhos/as. Quer os pais quer as mães têm como prioridade o Foco na Felicidade e Bom Desenvolvimento dos/as filhos/as. Conclui-se que a experiência emocional parental é complexa, podendo dificultar a disponibilidade necessária para apoiar os/as jovens, desejável para promover o seu desenvolvimento adaptativo. Os pais e as mães podem necessitar de suporte psicológico que será facilitado pela melhor compreensão da sua experiência emocional, que se espera ter clarificado com este estudo. |
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