Publicação
Teoria da mente e sintomatologia depressiva em jovens adultos
| Resumo: | A Teoria da Mente (ToM) é uma habilidade sociocognitiva, que emerge na idade préescolar, que permite compreender e predizer estados mentais do próprio e de terceiros (Melo, 2019). A depressão é definida como uma perturbação clínica com os critérios de episódio depressivo major, caracterizado pela desregulação do humor disruptivo, no qual são vivenciadas emoções pautadas pela tristeza, desesperança e falta de prazeres, que podem ser resultado de experiências traumáticas, influenciando o funcionamento normativo e o quotidiano da pessoa (DSM-V, 2013, pp. 160). O objetivo deste estudo quantitativo remete para a compreensão da relação entre a ToM e a sintomatologia depressiva em jovens adultos portugueses. Mais especificamente procura (a) explorar a associação entre os sintomas depressivos e a ToM; (b) compreender as diferenças sobre o desempenho da ToM entre indivíduos com sintomatologia depressiva e indivíduos sem sintomatologia depressiva e (c) comparar o grau de severidade da sintomatologia depressiva (ligeira, moderada e severa) ao nível do desempenho da ToM. No presente estudo foram incluídos 73 participantes, estudantes do primeiro ano do ISPA - Instituto Universitário, tendo sido utilizado para avaliar a sintomatologia depressiva de cada participante, o Inventário de Depressão de Beck (BDI-II), e para avaliar a ToM foi utilizado o Recognition of Faux Pas Test (FP). Não foram encontradas relações estatisticamente significativas entre a ToM e os diferentes níveis de sintomatologia depressiva. Algumas limitações verificadas incluem a homogeneidade e pequena dimensão da amostra, a utilização de um instrumento de autorrelato, bem como a avaliação de apenas de uma das componentes da ToM. Sugestões para estudos futuros direcionam-se para a realização de um estudo longitudinal, de forma a explorar a relação entre a ToM e a Depressão. Considerando que o número de depressões aumentou durante a COVID-19 torna-se relevante compreender as suas repercussões ao nível da ToM. |
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| Autores principais: | Ferreira, Maria João da Silva Caratão Fidalgo |
| Assunto: | Teoria da mente Sintomatologia depressiva Jovens adultos portugueses Estudo quantitativo Theory of mind Symptomatology depressive, Portuguese young adults Study quantitative |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | A Teoria da Mente (ToM) é uma habilidade sociocognitiva, que emerge na idade préescolar, que permite compreender e predizer estados mentais do próprio e de terceiros (Melo, 2019). A depressão é definida como uma perturbação clínica com os critérios de episódio depressivo major, caracterizado pela desregulação do humor disruptivo, no qual são vivenciadas emoções pautadas pela tristeza, desesperança e falta de prazeres, que podem ser resultado de experiências traumáticas, influenciando o funcionamento normativo e o quotidiano da pessoa (DSM-V, 2013, pp. 160). O objetivo deste estudo quantitativo remete para a compreensão da relação entre a ToM e a sintomatologia depressiva em jovens adultos portugueses. Mais especificamente procura (a) explorar a associação entre os sintomas depressivos e a ToM; (b) compreender as diferenças sobre o desempenho da ToM entre indivíduos com sintomatologia depressiva e indivíduos sem sintomatologia depressiva e (c) comparar o grau de severidade da sintomatologia depressiva (ligeira, moderada e severa) ao nível do desempenho da ToM. No presente estudo foram incluídos 73 participantes, estudantes do primeiro ano do ISPA - Instituto Universitário, tendo sido utilizado para avaliar a sintomatologia depressiva de cada participante, o Inventário de Depressão de Beck (BDI-II), e para avaliar a ToM foi utilizado o Recognition of Faux Pas Test (FP). Não foram encontradas relações estatisticamente significativas entre a ToM e os diferentes níveis de sintomatologia depressiva. Algumas limitações verificadas incluem a homogeneidade e pequena dimensão da amostra, a utilização de um instrumento de autorrelato, bem como a avaliação de apenas de uma das componentes da ToM. Sugestões para estudos futuros direcionam-se para a realização de um estudo longitudinal, de forma a explorar a relação entre a ToM e a Depressão. Considerando que o número de depressões aumentou durante a COVID-19 torna-se relevante compreender as suas repercussões ao nível da ToM. |
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