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Entre o sentir e o ser: O papel moderador dos traços de personalidade na relação entre a depressão e a empatia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Embora a relação entre depressão e funcionamento interpessoal seja amplamente reconhecida, a forma como a sintomatologia depressiva e a empatia se relacionam, bem como a influência de características de personalidade, permanece pouco esclarecida. Este estudo teve como objetivo compreender de que forma a sintomatologia depressiva se relaciona com a empatia, considerando o papel dos traços de personalidade enquanto possíveis moderadores desta relação. Para tal, foi conduzido um estudo quantitativo, transversal e correlacional composto por 220 participantes da população geral. Níveis mais elevados de sintomatologia depressiva associaram-se a maior tendência para reações emocionais negativas perante o sofrimento alheio, refletindo maior desconforto pessoal. Verificaram-se igualmente associações significativas entre a depressão e os traços da personalidade, sobretudo a Afetividade Negativa e o Desligamento. Estes traços apresentaram ainda relações distintas com a empatia: uma maior Afetividade Negativa associou-se a maior preocupação e identificação emocional, embora também a um maior desconforto face ao sofrimento alheio; o Desligamento relacionou-se com uma menor capacidade de compreender a perspetiva do outro e maior desconforto perante o sofrimento do mesmo; o Antagonismo associou-se a menor preocupação e tomada de perspetiva; e a Desinibição a menor capacidade de adotar o ponto de vista alheio. As análises de moderação não evidenciaram efeitos significativos, embora uma análise exploratória tenha identificado um efeito isolado do Antagonismo na relação entre depressão e tendência para a imaginação empática. Em conjunto, os resultados sugerem que a depressão e a empatia estão associadas a padrões emocionais e interpessoais influenciados por características de personalidade estáveis.
Autores principais:Flores, Leonor Dionísio
Assunto:Depressão Empatia Traços de personalidade Afetividade negativa Desconforto pessoal Depression Empathy Personality traits Negative affectivity Personal distress
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Embora a relação entre depressão e funcionamento interpessoal seja amplamente reconhecida, a forma como a sintomatologia depressiva e a empatia se relacionam, bem como a influência de características de personalidade, permanece pouco esclarecida. Este estudo teve como objetivo compreender de que forma a sintomatologia depressiva se relaciona com a empatia, considerando o papel dos traços de personalidade enquanto possíveis moderadores desta relação. Para tal, foi conduzido um estudo quantitativo, transversal e correlacional composto por 220 participantes da população geral. Níveis mais elevados de sintomatologia depressiva associaram-se a maior tendência para reações emocionais negativas perante o sofrimento alheio, refletindo maior desconforto pessoal. Verificaram-se igualmente associações significativas entre a depressão e os traços da personalidade, sobretudo a Afetividade Negativa e o Desligamento. Estes traços apresentaram ainda relações distintas com a empatia: uma maior Afetividade Negativa associou-se a maior preocupação e identificação emocional, embora também a um maior desconforto face ao sofrimento alheio; o Desligamento relacionou-se com uma menor capacidade de compreender a perspetiva do outro e maior desconforto perante o sofrimento do mesmo; o Antagonismo associou-se a menor preocupação e tomada de perspetiva; e a Desinibição a menor capacidade de adotar o ponto de vista alheio. As análises de moderação não evidenciaram efeitos significativos, embora uma análise exploratória tenha identificado um efeito isolado do Antagonismo na relação entre depressão e tendência para a imaginação empática. Em conjunto, os resultados sugerem que a depressão e a empatia estão associadas a padrões emocionais e interpessoais influenciados por características de personalidade estáveis.