Publicação
Abordagem psicossocial dos comportamentos orientados para a saúde: estudo dos factores de previsão da aceitação e da rejeição do diagnóstico pré-natal
| Resumo: | A presente investigação fundamentou-se nas teorias relevantes para a compreensão dos comportamentos orientados para a saúde, nomeadamente o Health Belief Model desenvolvido por Rosentock (1974), e nos seus desenvolvimentos aplicados ao contexto específico do Diagnóstico Pré-Natal (Davies, 1983). Este modelo foi articulado com a teoria de Ajzen e Fishbein (1980), o Modelo da Acção Reflectida aplicado ao domínio da saúde. As atitudes e comportamentos face ao Diagnóstico Pré-Natal (DPN) em duas sub-amostras (30 mulheres que aceitaram a realização do DPN e 30 mulheres que recusaram a realização do DPN) permitiu discriminar 83% das aceitações, 93% para as rejeições ou seja 88.3% das escolhas. Estes comportamentos reflectem a influência das variáveis como o grau de instrução, a avaliação dos custos e dos benefícios inerentes à realização do DPN, os conhecimentos sobre a síndrome de Down (e o DPN), as atitudes face ao abortamento, as atitudes face aos médicos e à medicina, as atitudes face à procriação e o locus de controlo da saúde. As variáveis socio-demográficas mais importante foram o número de filhos e o grau de instrução. Os resultados vão de encontro com alguns aspectos dos modelos teóricos psicossociais que lhe serviram de suporte teórico. As variáveis grau de religiosidade, experiência prévia com a síndrome de Down e a influência de outros poderosos no locus de controlo de saúde foram redundantes para a discriminação dos grupos. Os resultados evidenciam alguns dos fundamentos das atitudes, decisões e comportamentos das consulentes, em relação ao DPN e permitem retirar certas implicações ao nível da influência dos factores psicossociais na organização do conhecimento, atitudes e representações, estabelecendo os limites e o alcance da sua relevância para a tomada de decisão de rejeição do Diagnóstico Pré-Natal. |
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| Autores principais: | Andrade, Cláudia |
| Outros Autores: | Fontaine, Anne Marie |
| Assunto: | Aceitação do diagnóstico pré-natal Rejeição do diagnóstico pré-natal Idade materna avançada Teoria do comportamento planeado Health belief model Uptake prenatal diagnosis Decline prenatal diagnosis Advanced maternal age Theory of reasoned action Health belief model |
| Ano: | 2000 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | A presente investigação fundamentou-se nas teorias relevantes para a compreensão dos comportamentos orientados para a saúde, nomeadamente o Health Belief Model desenvolvido por Rosentock (1974), e nos seus desenvolvimentos aplicados ao contexto específico do Diagnóstico Pré-Natal (Davies, 1983). Este modelo foi articulado com a teoria de Ajzen e Fishbein (1980), o Modelo da Acção Reflectida aplicado ao domínio da saúde. As atitudes e comportamentos face ao Diagnóstico Pré-Natal (DPN) em duas sub-amostras (30 mulheres que aceitaram a realização do DPN e 30 mulheres que recusaram a realização do DPN) permitiu discriminar 83% das aceitações, 93% para as rejeições ou seja 88.3% das escolhas. Estes comportamentos reflectem a influência das variáveis como o grau de instrução, a avaliação dos custos e dos benefícios inerentes à realização do DPN, os conhecimentos sobre a síndrome de Down (e o DPN), as atitudes face ao abortamento, as atitudes face aos médicos e à medicina, as atitudes face à procriação e o locus de controlo da saúde. As variáveis socio-demográficas mais importante foram o número de filhos e o grau de instrução. Os resultados vão de encontro com alguns aspectos dos modelos teóricos psicossociais que lhe serviram de suporte teórico. As variáveis grau de religiosidade, experiência prévia com a síndrome de Down e a influência de outros poderosos no locus de controlo de saúde foram redundantes para a discriminação dos grupos. Os resultados evidenciam alguns dos fundamentos das atitudes, decisões e comportamentos das consulentes, em relação ao DPN e permitem retirar certas implicações ao nível da influência dos factores psicossociais na organização do conhecimento, atitudes e representações, estabelecendo os limites e o alcance da sua relevância para a tomada de decisão de rejeição do Diagnóstico Pré-Natal. |
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