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Ética e SIDA pediátrica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os autores discutem quatro aspectos correntes no contexto da SIDA pediátrica. Primeiro, o trabalho específico com famílias em que um dos membros é seropositivo coloca por vezes limitações importantes ao 567 exercício competente da profissão e obriga em todos os casos o psicólogo a rever posições e a pôr-se em causa. Segundo, defender a confidencialidade no caso específico dos infectados pelo VIH exige uma aplicação deste princípio em sentido estrito na medida em que existe um risco efectivo de segregação, exclusão ou rejeição. Terceiro, existem dificuldades na revelação (ou não revelação) à própria criança e aos irmãos em face de um diagnóstico fatal, estigma, risco de quebra de confidencialidade, de quebra de confiança nos que dela tratam e responsabilização das crianças na manutenção do segredo. Quarto, o psicólogo pode ajudar a equipa a reflectir os aspectos éticos da tomada de decisões quer sobre problemas de natureza sócio- -emocional quer a respeito de alguns aspectos do tratamento; ajudar a criar uma capacidade de auto-reflexão e a lidar com os sentimentos de impotência e incompetência.
Autores principais:Duarte, Leonor
Outros Autores:Pires, António Augusto Pazo
Assunto:SIDA VIH Ética pediátrica AIDS, HIV Pediatric ethics
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:Os autores discutem quatro aspectos correntes no contexto da SIDA pediátrica. Primeiro, o trabalho específico com famílias em que um dos membros é seropositivo coloca por vezes limitações importantes ao 567 exercício competente da profissão e obriga em todos os casos o psicólogo a rever posições e a pôr-se em causa. Segundo, defender a confidencialidade no caso específico dos infectados pelo VIH exige uma aplicação deste princípio em sentido estrito na medida em que existe um risco efectivo de segregação, exclusão ou rejeição. Terceiro, existem dificuldades na revelação (ou não revelação) à própria criança e aos irmãos em face de um diagnóstico fatal, estigma, risco de quebra de confidencialidade, de quebra de confiança nos que dela tratam e responsabilização das crianças na manutenção do segredo. Quarto, o psicólogo pode ajudar a equipa a reflectir os aspectos éticos da tomada de decisões quer sobre problemas de natureza sócio- -emocional quer a respeito de alguns aspectos do tratamento; ajudar a criar uma capacidade de auto-reflexão e a lidar com os sentimentos de impotência e incompetência.