Publicação
A Irrequietude motora como expressão de uma função materna comprometida: Método Rorschach
| Resumo: | Este estudo pretende atestar uma relação entre a controversa psicogénese da irrequietude motora e as vicissitudes da função materna. Contudo, não se pretende enfatizar as debilidades de um funcionamento, cujos pilares reportam a uma fase precoce do desenvolvimento da criança, mais precisamente, ao contexto interaccional mãe-bébé, como aqui se concebe. Pretende-se sim, aceder à lógica individual da criança, para compreender o valor e singularidade dos mecanismos emergentes. A procura de um instrumento, de um método e de uma metodologia, convergentes com o vigorante referencial psicanalítico e os objectivos definidos, foi sensível à abordagem que aqui se preconiza. Desta feita, foram valorizadas estratégias metodológicas específicas, como a observação minuciosa e os registos comportamentais verbais e relacionais. Neste enquadramento, o Rorschach foi elevado a método e tomado neste estudo, não só pela potencialidade que revela na apreensão da individualidade do sujeito, como pelo ímpar contexto intersubjectivo que presta à compreensão da dinâmica residual continente-conteúdo (♀♂). A lógica aqui instituída e o papel que tem preconizado na ampliação do conhecimento em Psicologia Clínica, fez do estudo de caso único, uma escolha metodológica incontornável, também pela possibilidade de promover um contexto de intervenção centrado no sujeito. Deste modo, sobressaíram mecanismos específicos, ao nível da modalidade de investimento relacional, da qualidade do processo de pensamento e da dinâmica conflitual, que delegam na agitação motora uma função reguladora da necessidade mais urgente da criança. A débil capacidade de contenção interna permite atestar a relação proposta neste estudo, dada a precocidade das falhas identificadas. |
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| Autores principais: | Fragoso, Raquel Maria Cunha |
| Assunto: | Irrequietude Função materna Rorschach Restlessness Maternal function Rorschach |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Este estudo pretende atestar uma relação entre a controversa psicogénese da irrequietude motora e as vicissitudes da função materna. Contudo, não se pretende enfatizar as debilidades de um funcionamento, cujos pilares reportam a uma fase precoce do desenvolvimento da criança, mais precisamente, ao contexto interaccional mãe-bébé, como aqui se concebe. Pretende-se sim, aceder à lógica individual da criança, para compreender o valor e singularidade dos mecanismos emergentes. A procura de um instrumento, de um método e de uma metodologia, convergentes com o vigorante referencial psicanalítico e os objectivos definidos, foi sensível à abordagem que aqui se preconiza. Desta feita, foram valorizadas estratégias metodológicas específicas, como a observação minuciosa e os registos comportamentais verbais e relacionais. Neste enquadramento, o Rorschach foi elevado a método e tomado neste estudo, não só pela potencialidade que revela na apreensão da individualidade do sujeito, como pelo ímpar contexto intersubjectivo que presta à compreensão da dinâmica residual continente-conteúdo (♀♂). A lógica aqui instituída e o papel que tem preconizado na ampliação do conhecimento em Psicologia Clínica, fez do estudo de caso único, uma escolha metodológica incontornável, também pela possibilidade de promover um contexto de intervenção centrado no sujeito. Deste modo, sobressaíram mecanismos específicos, ao nível da modalidade de investimento relacional, da qualidade do processo de pensamento e da dinâmica conflitual, que delegam na agitação motora uma função reguladora da necessidade mais urgente da criança. A débil capacidade de contenção interna permite atestar a relação proposta neste estudo, dada a precocidade das falhas identificadas. |
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