Publicação
A adequação do modelo pedagógico do Movimento da Escola Moderna a um regime não presencial no 1º CEB
| Resumo: | O período de quarentena vivido em 2020 devido à pandemia provocada pelo vírus SARS-CoV-2, fez o governo decretar a obrigatoriedade de passar de um regime de aulas presenciais para não presenciais. Esta investigação pretende analisar, partindo do quadro teórico do Modelo pedagógico do Movimento da Escola Moderna (MEM) e do Ensino à distância, as implicações sobre esta alteração abrupta. Propus-me, enquanto estagiária, reunir com uma equipa educativa de uma instituição de ensino particular e cooperativo, para compreender como se adequaria o modelo, num ensino não presencial. Numa perspectiva metodológica, é uma investigação de natureza qualitativa, centrando-se num estudo de observação participante e reflexiva. Tendo em conta a análise dos dados recolhidos compreende-se, numa ótica participativa, as dificuldades e mais valias na adequação da operacionalização do modelo MEM ao ensino não presencial. Foi fundamental a permanência da agenda semanal, garantindo momentos chave da essência do modelo, com especial destaque no tempo de projetos e conselho. As crianças já demonstravam autonomia, capacidade de organização e lançamento de trabalho, tornando este ensino mais fácil de gerir pelas famílias. A grande dificuldade observada foi a falta dos pares, apoio e cooperação a que estavam habituados no ensino presencial. Analisados os diferentes dados apresentados é percetível que a Escola do 1º Ciclo nunca poderá ser substituída pelo ensino não presencial. Poderá promover algumas aprendizagens e manter o contacto com os professores. No entanto, há várias competências sociais que ficam comprometidas e que são fulcrais para se viver o Modelo MEM em pleno. |
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| Autores principais: | Botelho, Mariana Duarte |
| Assunto: | Ensino Básico Ensino não presencial Movimento da Escola Moderna Relação social Basic Education Non-classroom teaching Social relationship |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O período de quarentena vivido em 2020 devido à pandemia provocada pelo vírus SARS-CoV-2, fez o governo decretar a obrigatoriedade de passar de um regime de aulas presenciais para não presenciais. Esta investigação pretende analisar, partindo do quadro teórico do Modelo pedagógico do Movimento da Escola Moderna (MEM) e do Ensino à distância, as implicações sobre esta alteração abrupta. Propus-me, enquanto estagiária, reunir com uma equipa educativa de uma instituição de ensino particular e cooperativo, para compreender como se adequaria o modelo, num ensino não presencial. Numa perspectiva metodológica, é uma investigação de natureza qualitativa, centrando-se num estudo de observação participante e reflexiva. Tendo em conta a análise dos dados recolhidos compreende-se, numa ótica participativa, as dificuldades e mais valias na adequação da operacionalização do modelo MEM ao ensino não presencial. Foi fundamental a permanência da agenda semanal, garantindo momentos chave da essência do modelo, com especial destaque no tempo de projetos e conselho. As crianças já demonstravam autonomia, capacidade de organização e lançamento de trabalho, tornando este ensino mais fácil de gerir pelas famílias. A grande dificuldade observada foi a falta dos pares, apoio e cooperação a que estavam habituados no ensino presencial. Analisados os diferentes dados apresentados é percetível que a Escola do 1º Ciclo nunca poderá ser substituída pelo ensino não presencial. Poderá promover algumas aprendizagens e manter o contacto com os professores. No entanto, há várias competências sociais que ficam comprometidas e que são fulcrais para se viver o Modelo MEM em pleno. |
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