Publicação
Teoria da Mente Sobre Intenções em Crianças: Influência da Figura de Autoridade
| Resumo: | Este estudo tem por objetivo compreender melhor as razões que levam as crianças a tomarem determinadas ações. Existem muitos estudos que já exploraram esta questão e outras variáveis associadas a este tema, que se pretendem aqui evidenciar. Associado à teoria da mente, base fundamental deste estudo, encontram-se a intencionalidade e o raciocínio inerente a esta. Para este trabalho as crianças foram confrontadas com diversos cenários que incluíam dois tipos de figura de autoridade, um polícia e um par. Cada cenário tinha determinada razão inicial (desejo ou obrigação) para uma ação, que acaba por ser modificada. A experiência demonstrou que, as crianças quando confrontadas com a figura de autoridade – polícia, fazem mais inferências corretas na condição obrigação- para-desejo, dando assim mais respostas de obrigação. Contrariamente, as crianças quando confrontadas com com a não- figura de autoridade – colega, na condição desejo-para-obrigação fazem mais inferências corretas, acabando por responder mais desejo. Foram utilizadas duas amostras distintas - crianças de 6 anos e crianças de 8 anos - já que, segundo a literatura, a teoria da mente é um constructo que se vai desenvolvendo ao longo dos anos. No entanto, os resultados não apontaram para uma diferença significativa entre as idades referidas anteriormente, revelando que tanto crianças de 6 anos, como crianças de 8 anos, na generalidade dão mais respostas corretas quando confrontadas com a figura de autoridade – policia. Os resultados descritos culminam numa discussão em que é analisado o papel da figura de autoridade, na teoria da mente e nas diferentes razões para as ações. |
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| Autores principais: | Sousa, Anita Dias de |
| Assunto: | Teoria da mente; Intenções Figura de autoridade Crianças Theory of mind Intentions Authority figure Children |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Este estudo tem por objetivo compreender melhor as razões que levam as crianças a tomarem determinadas ações. Existem muitos estudos que já exploraram esta questão e outras variáveis associadas a este tema, que se pretendem aqui evidenciar. Associado à teoria da mente, base fundamental deste estudo, encontram-se a intencionalidade e o raciocínio inerente a esta. Para este trabalho as crianças foram confrontadas com diversos cenários que incluíam dois tipos de figura de autoridade, um polícia e um par. Cada cenário tinha determinada razão inicial (desejo ou obrigação) para uma ação, que acaba por ser modificada. A experiência demonstrou que, as crianças quando confrontadas com a figura de autoridade – polícia, fazem mais inferências corretas na condição obrigação- para-desejo, dando assim mais respostas de obrigação. Contrariamente, as crianças quando confrontadas com com a não- figura de autoridade – colega, na condição desejo-para-obrigação fazem mais inferências corretas, acabando por responder mais desejo. Foram utilizadas duas amostras distintas - crianças de 6 anos e crianças de 8 anos - já que, segundo a literatura, a teoria da mente é um constructo que se vai desenvolvendo ao longo dos anos. No entanto, os resultados não apontaram para uma diferença significativa entre as idades referidas anteriormente, revelando que tanto crianças de 6 anos, como crianças de 8 anos, na generalidade dão mais respostas corretas quando confrontadas com a figura de autoridade – policia. Os resultados descritos culminam numa discussão em que é analisado o papel da figura de autoridade, na teoria da mente e nas diferentes razões para as ações. |
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