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A influência do divórcio na relação pai-filhos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A crescente banalização do divórcio nos dias de hoje motivada por valores geracionais e novos conceitos de felicidade, em contraponto com uma maior preocupação social nas alterações familiares levanta questões no que diz respeito às relações entre pai e filhos. Deste modo, o objectivo geral deste estudo é perceber de que forma o divórcio está relacionado com a relação pai-filhos. Ou seja, Será que os filhos de pais divorciados percepcionam a sua relação com o pai como pior do que os filhos de pais casados? Para responder a esta questão, pensou-se ser pertinente perceber de que maneira o estado civil dos pais influencia não só a qualidade da relação pai-filhos como alguns componentes dessa relação como a frequência de comunicação, a frequência do contacto e as actividades que fazem quando estão juntos. É importante perceber qual a influência que o divórcio tem nesses factores e qual a influencia que estes factores têm na qualidade da relação. O estudo contou com a participação de 100 crianças entre os 10 e os 12 anos de idade, 73 com os pais casados e 27 com os pais divorciados. Concluiu-se (a) que as crianças dos dois grupos não diferem de forma significativa na sua percepção da qualidade da relação com o pai, ou seja, os filhos de pais divorciados não sentem a sua relação com o pai como pior, nem maiores níveis de afastamento, do que os filhos de pais casados; (b) que os factores como a comunicação e o contacto só influenciam a qualidade da relação nas crianças filhas de pais divorciados não tendo qualquer influência nos filhos de pais casados.
Autores principais:Martins, Maria Leonor Soares dos Reis Serrano
Assunto:Divórcio Relação pai-filhos Paternidade Família Divorce Father-child relationship Fatherhood Family
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A crescente banalização do divórcio nos dias de hoje motivada por valores geracionais e novos conceitos de felicidade, em contraponto com uma maior preocupação social nas alterações familiares levanta questões no que diz respeito às relações entre pai e filhos. Deste modo, o objectivo geral deste estudo é perceber de que forma o divórcio está relacionado com a relação pai-filhos. Ou seja, Será que os filhos de pais divorciados percepcionam a sua relação com o pai como pior do que os filhos de pais casados? Para responder a esta questão, pensou-se ser pertinente perceber de que maneira o estado civil dos pais influencia não só a qualidade da relação pai-filhos como alguns componentes dessa relação como a frequência de comunicação, a frequência do contacto e as actividades que fazem quando estão juntos. É importante perceber qual a influência que o divórcio tem nesses factores e qual a influencia que estes factores têm na qualidade da relação. O estudo contou com a participação de 100 crianças entre os 10 e os 12 anos de idade, 73 com os pais casados e 27 com os pais divorciados. Concluiu-se (a) que as crianças dos dois grupos não diferem de forma significativa na sua percepção da qualidade da relação com o pai, ou seja, os filhos de pais divorciados não sentem a sua relação com o pai como pior, nem maiores níveis de afastamento, do que os filhos de pais casados; (b) que os factores como a comunicação e o contacto só influenciam a qualidade da relação nas crianças filhas de pais divorciados não tendo qualquer influência nos filhos de pais casados.