Publicação
O impacto psicossocial do distress em doentes oncológicos: Género, tempo de diagnóstico e tipo de cancro
| Resumo: | As doenças oncológicas são a segunda principal causa de morte em Portugal e a primeira a nível mundial nos países desenvolvidos, tendo um grande impacto nos doentes, familiares e na sociedade em geral. Nos últimos anos Portugal registou um aumento de 12,6% em novos casos de cancro. Por ano morrem mais de 25 mil portugueses, revelando um aumento constante e progressivo. A partir do diagnóstico o doente enfrenta todo um processo de adaptação face à doença, seus efeitos e tratamentos, podendo assim no decurso do mesmo, experienciar algum grau de sofrimento físico e/ou psicológico. Este foi um estudo exploratório, descritivo-transversal, do tipo correlacional e de natureza quantitativa, tendo como objetivo avaliar os níveis de angústia/sofrimento (distress) presentes num processo de doença oncológica e compreender se existem relações quanto ao género, tempo de diagnóstico e tipo de cancro. Foi recolhida uma amostra de 136 sujeitos detentores de uma doença oncológica, presente ou passada, com idades compreendidas entre os 19 e os 91 anos. Utilizaram-se como instrumentos o Termómetro Emocional e o Questionário Sociodemográfico e Clínico. Verificou-se que a amostra apresenta-se sob a influência de ansiedade (75,7%), sofrimento emocional (72,8%) e depressão (55,9%), sendo a revolta a menos sentida (47,8%). Para 58,8%, estes sintomas têm um impacto significativo e uma duração entre 4 e mais de 10 meses, sendo que, 54,4% sente necessidade de ajuda para ultrapassar os mesmos. Encontraram-se resultados estatisticamente significativos em algumas dimensões para a variável género e tipo de cancro. Contudo, não se obtiveram resultados significativos para a variável tempo de diagnóstico. |
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| Autores principais: | Teodoro, Rita Alexandra Novo |
| Assunto: | Cancro Distress Ciclo psico-oncológico Cancer Distress Psychosocial pathway |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | As doenças oncológicas são a segunda principal causa de morte em Portugal e a primeira a nível mundial nos países desenvolvidos, tendo um grande impacto nos doentes, familiares e na sociedade em geral. Nos últimos anos Portugal registou um aumento de 12,6% em novos casos de cancro. Por ano morrem mais de 25 mil portugueses, revelando um aumento constante e progressivo. A partir do diagnóstico o doente enfrenta todo um processo de adaptação face à doença, seus efeitos e tratamentos, podendo assim no decurso do mesmo, experienciar algum grau de sofrimento físico e/ou psicológico. Este foi um estudo exploratório, descritivo-transversal, do tipo correlacional e de natureza quantitativa, tendo como objetivo avaliar os níveis de angústia/sofrimento (distress) presentes num processo de doença oncológica e compreender se existem relações quanto ao género, tempo de diagnóstico e tipo de cancro. Foi recolhida uma amostra de 136 sujeitos detentores de uma doença oncológica, presente ou passada, com idades compreendidas entre os 19 e os 91 anos. Utilizaram-se como instrumentos o Termómetro Emocional e o Questionário Sociodemográfico e Clínico. Verificou-se que a amostra apresenta-se sob a influência de ansiedade (75,7%), sofrimento emocional (72,8%) e depressão (55,9%), sendo a revolta a menos sentida (47,8%). Para 58,8%, estes sintomas têm um impacto significativo e uma duração entre 4 e mais de 10 meses, sendo que, 54,4% sente necessidade de ajuda para ultrapassar os mesmos. Encontraram-se resultados estatisticamente significativos em algumas dimensões para a variável género e tipo de cancro. Contudo, não se obtiveram resultados significativos para a variável tempo de diagnóstico. |
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