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Crescimento pós-traumático em mulheres sobreviventes de cancro da mama : Relação com as estratégias cognitivas de coping

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente investigação teve como principal objectivo indagar a presença de crescimento pós traumático e avaliar a sua correlação com as estratégias cognitivas de coping em mulheres sobreviventes de cancro da mama. O estudo desta correlação, após a revisão da literatura e de entre um conjunto de dimensões psicossociais relevantes, mostrou pertinência e actualidade. A amostra em estudo foi constituída por 50 mulheres sobreviventes do cancro da mama, recolhidas no universo português, em contexto não clínico. No que diz respeito aos instrumentos, foram utilizados dois inventários: o PTGI (Post Traumatic Growth Index), que visa medir o crescimento pós traumático e o CERQ (Cognitive Emotion Regulation Questionnaire), que identifica as estratégias cognitivas de coping utilizadas após a vivencia de cancro. Os resultados revelaram a presença de crescimento pós traumático na amostra (M=70.92; =17.55) e correlações positivas entre cinco estratégias cognitivas de coping, sendo as mais significativas: reavaliação positiva (r=.744, p=.000); planeamento (r=.584, p=.000) e colocar em perspectiva (r=.407, p=.003). Dado a mutabilidade destas estratégias, a correlação fornece dados para o foco e conteúdo da intervenção/prevenção de problemas de saúde mental após a experiência de cancro da mama, incidindo nas terapias cognitivas com enfoque no conteúdo dos pensamentos.
Autores principais:Courela, Marisa Alexandra
Assunto:Crescimento pós traumático Estratégias cognitivas de coping Mulheres sobreviventes Cancro de mama Post traumatic growth Cognitive coping strategies Womem Breast câncer survivors
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A presente investigação teve como principal objectivo indagar a presença de crescimento pós traumático e avaliar a sua correlação com as estratégias cognitivas de coping em mulheres sobreviventes de cancro da mama. O estudo desta correlação, após a revisão da literatura e de entre um conjunto de dimensões psicossociais relevantes, mostrou pertinência e actualidade. A amostra em estudo foi constituída por 50 mulheres sobreviventes do cancro da mama, recolhidas no universo português, em contexto não clínico. No que diz respeito aos instrumentos, foram utilizados dois inventários: o PTGI (Post Traumatic Growth Index), que visa medir o crescimento pós traumático e o CERQ (Cognitive Emotion Regulation Questionnaire), que identifica as estratégias cognitivas de coping utilizadas após a vivencia de cancro. Os resultados revelaram a presença de crescimento pós traumático na amostra (M=70.92; =17.55) e correlações positivas entre cinco estratégias cognitivas de coping, sendo as mais significativas: reavaliação positiva (r=.744, p=.000); planeamento (r=.584, p=.000) e colocar em perspectiva (r=.407, p=.003). Dado a mutabilidade destas estratégias, a correlação fornece dados para o foco e conteúdo da intervenção/prevenção de problemas de saúde mental após a experiência de cancro da mama, incidindo nas terapias cognitivas com enfoque no conteúdo dos pensamentos.