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Imortalidade simbólica e ansiedade perante a morte nas patologias do agir

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O conceito de imortalidade simbólica foi teorizado pelo psiquiatra norte-americano Robert Jay Lifton e é baseado numa necessidade humana de ordem psicobiológica em simbolizar a morte e a continuidade da vida. Esta teoria parte do pressuposto de que o medo da morte é universal, mas que, no seu íntimo, todos os indivíduos conhecem a inevitabilidade da morte, tendo, por isso, de encontrar meios para ultrapassar o medo, sem a negar. Essa é a função dos diversos modos de imortalidade simbólica. Lifton salienta que a vida está comprometida se a morte não for transcendida. O objectivo de investigação é estudar a relação entre imortalidade simbólica e ansiedade perante a morte em sujeitos com patologias do agir. Decidimos proceder a uma caracterização sobre como variam os diversos modos de imortalidade simbólica e a ansiedade perante a morte nestas patologias. Foram aplicadas duas escalas para medir as variáveis anteriormente referidas: Revised death anxiety scale (DAS-R) e a Symbolic immortality scale (SIS), ambas aferidas para a população portuguesa. Os resultados mostram que, de facto, existe uma relação estatisticamente significativa entre o sentimento de imortalidade simbólica e a ansiedade perante a morte. Embora, nas patologias do agir, se verifique que estas variáveis não surgem como função inversa uma da outra, sendo os indivíduos que apresentam valores elevados ao nível da imortalidade simbólica os que apresentam valores mais elevados de ansiedade perante a morte.
Autores principais:Cruz, Itana Costa de Oliveira
Assunto:Imortalidade simbólica Ansiedade perante a morte Patologias do agir Symbolic immortality Death anxiety Acting out
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:O conceito de imortalidade simbólica foi teorizado pelo psiquiatra norte-americano Robert Jay Lifton e é baseado numa necessidade humana de ordem psicobiológica em simbolizar a morte e a continuidade da vida. Esta teoria parte do pressuposto de que o medo da morte é universal, mas que, no seu íntimo, todos os indivíduos conhecem a inevitabilidade da morte, tendo, por isso, de encontrar meios para ultrapassar o medo, sem a negar. Essa é a função dos diversos modos de imortalidade simbólica. Lifton salienta que a vida está comprometida se a morte não for transcendida. O objectivo de investigação é estudar a relação entre imortalidade simbólica e ansiedade perante a morte em sujeitos com patologias do agir. Decidimos proceder a uma caracterização sobre como variam os diversos modos de imortalidade simbólica e a ansiedade perante a morte nestas patologias. Foram aplicadas duas escalas para medir as variáveis anteriormente referidas: Revised death anxiety scale (DAS-R) e a Symbolic immortality scale (SIS), ambas aferidas para a população portuguesa. Os resultados mostram que, de facto, existe uma relação estatisticamente significativa entre o sentimento de imortalidade simbólica e a ansiedade perante a morte. Embora, nas patologias do agir, se verifique que estas variáveis não surgem como função inversa uma da outra, sendo os indivíduos que apresentam valores elevados ao nível da imortalidade simbólica os que apresentam valores mais elevados de ansiedade perante a morte.