Publicação
“Desejo medicamente assistido”: Aspetos psicológicos em mulheres com diagnóstico de infertilidade
| Resumo: | Com esta investigação pretende-se estudar a relação entre o tipo de infertilidade e os aspetos psicológicos em mulheres inférteis, estabelecendo como objetivo principal a análise dos níveis de stress, ansiedade e depressão. Investiga-se a possibilidade de existirem diferenças significativas entre dois grupos: o grupo de mulheres com infertilidade feminina (G1) e o grupo de mulheres com infertilidade masculina e/ou desconhecida (G2). Questiona-se, assim, se no género feminino o tipo de infertilidade – feminina, masculina e/ou desconhecida – tem influência nas variáveis psicológicas em causa. Trata-se de um estudo comparativo, que contou com a participação de 70 mulheres no total, com idades compreendidas entre os 24 e os 40 anos. 30 Mulheres constituem a amostra de infertilidade de fator feminino e 40 mulheres compõem a amostra de fator masculino e/ou desconhecido. Esperam-se encontrar diferenças significativas entre os grupos relativamente às variáveis independentes - infertilidade feminina e infertilidade masculina e/ou desconhecida – na sua relação com as variáveis dependentes - stress, ansiedade e depressão. Por forma a conseguir estudar-se o proposto recorreu-se aos instrumentos seguintes: um Questionário Sociodemográfico e Clínico, que permite a caracterização dos sujeitos relativamente a variáveis sociodemográficas e clínicas, o Inventário de Problemas de Fertilidade (IPF) (Newton et al., 2005 na versão portuguesa de M. Moura-Ramos, S. Gameiro & M. C. Canavarro, 2006) que permite aceder ao nível de stress associado à infertilidade, e o Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI) (L.R. Derogatis, 1993 na versão portuguesa de M. C. Canavarro, 1995), que apesar de englobar informação sobre 9 escalas específicas de sintomatologia clínica, para este estudo serão utilizadas, apenas, as escalas de ansiedade e depressão. Da comparação do grupo de mulheres inférteis de causa feminina com o grupo de mulheres inférteis de causa masculina e/ou desconhecida, não se encontram diferenças significativas relativamente às variáveis psicológicas em estudo. Os resultados sugerem que no género feminino o tipo de infertilidade diagnosticada não tem influência nos níveis de stress, ansiedade e depressão que apresentam. |
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| Autores principais: | Quintela, Susana da Palma Araújo |
| Assunto: | Tipo de infertilidade Stress Ansiedade Depressão Infertility type Stress Anxiety Depression |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Com esta investigação pretende-se estudar a relação entre o tipo de infertilidade e os aspetos psicológicos em mulheres inférteis, estabelecendo como objetivo principal a análise dos níveis de stress, ansiedade e depressão. Investiga-se a possibilidade de existirem diferenças significativas entre dois grupos: o grupo de mulheres com infertilidade feminina (G1) e o grupo de mulheres com infertilidade masculina e/ou desconhecida (G2). Questiona-se, assim, se no género feminino o tipo de infertilidade – feminina, masculina e/ou desconhecida – tem influência nas variáveis psicológicas em causa. Trata-se de um estudo comparativo, que contou com a participação de 70 mulheres no total, com idades compreendidas entre os 24 e os 40 anos. 30 Mulheres constituem a amostra de infertilidade de fator feminino e 40 mulheres compõem a amostra de fator masculino e/ou desconhecido. Esperam-se encontrar diferenças significativas entre os grupos relativamente às variáveis independentes - infertilidade feminina e infertilidade masculina e/ou desconhecida – na sua relação com as variáveis dependentes - stress, ansiedade e depressão. Por forma a conseguir estudar-se o proposto recorreu-se aos instrumentos seguintes: um Questionário Sociodemográfico e Clínico, que permite a caracterização dos sujeitos relativamente a variáveis sociodemográficas e clínicas, o Inventário de Problemas de Fertilidade (IPF) (Newton et al., 2005 na versão portuguesa de M. Moura-Ramos, S. Gameiro & M. C. Canavarro, 2006) que permite aceder ao nível de stress associado à infertilidade, e o Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI) (L.R. Derogatis, 1993 na versão portuguesa de M. C. Canavarro, 1995), que apesar de englobar informação sobre 9 escalas específicas de sintomatologia clínica, para este estudo serão utilizadas, apenas, as escalas de ansiedade e depressão. Da comparação do grupo de mulheres inférteis de causa feminina com o grupo de mulheres inférteis de causa masculina e/ou desconhecida, não se encontram diferenças significativas relativamente às variáveis psicológicas em estudo. Os resultados sugerem que no género feminino o tipo de infertilidade diagnosticada não tem influência nos níveis de stress, ansiedade e depressão que apresentam. |
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