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Variabilidade da frequência cardíaca em repouso e orgasmo feminino : resultados preliminares

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é caracterizada pelas variações dos intervalos entre batimentos cardíacos que resultam da influência exercida pela actividade do sistema nervoso simpático (SNS) e do sistema nervoso parassimpático (SNP). Maior VFC em repouso tem sido correlacionada com melhor desempenho sexual. O presente estudo teve como objectivo analisar a relação da VFC com o tipo de orgasmo feminino – vaginal (coital sem estimulação directa do clítoris) ou coital com estimulação directa do clítoris – e a associação dos mesmos com a satisfação sexual feminina. A amostra foi constituída por 69 mulheres. A VFC em repouso foi medida com electrocardiograma (ECG), enquanto que os dados referentes à consistência de orgasmo foram obtidos pelo cálculo da proporção de orgasmos de cada tipo nas relações coitais. Adicionalmente, utilizaram-se o Female Sexual Function Index (FSFI) e o Female Sexual Distress Scale (FSDS) – Revised. Observou-se que menor VFC se associou a maior consistência de orgasmo vaginal e que maior satisfação se associou a maior consistência de orgasmo coital com estimulação directa do clítoris. Estes resultados são contraditórios com a literatura existente, mas espelham os resultados contraditórios que existem relativamente à relação entre o funcionamento sexual e a ansiedade (um correlato de baixa VFC). Os resultados são discutidos em termos de diferenças individuais na interpretação (appraisal) da activação fisiológica e da ansiedade com interpretações positivas levando a melhor função sexual e interpretações negativas levando a dificuldades sexuais. É importante um maior esclarecimento sobre a complexidade da resposta sexual feminina e suas relações com a VFC.
Autores principais:Soares, Leonor Roque Farinha Lopes
Assunto:Variabilidade da frequência cardíaca Função sexual Orgasmo feminino Sistema nervoso, Tónus vago Heart rate variability Sexual function Female orgasm Nervous system Vagal tone
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Ispa-Instituto Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório do Ispa - Instituto Universitário
Descrição
Resumo:A variabilidade da frequência cardíaca (VFC) é caracterizada pelas variações dos intervalos entre batimentos cardíacos que resultam da influência exercida pela actividade do sistema nervoso simpático (SNS) e do sistema nervoso parassimpático (SNP). Maior VFC em repouso tem sido correlacionada com melhor desempenho sexual. O presente estudo teve como objectivo analisar a relação da VFC com o tipo de orgasmo feminino – vaginal (coital sem estimulação directa do clítoris) ou coital com estimulação directa do clítoris – e a associação dos mesmos com a satisfação sexual feminina. A amostra foi constituída por 69 mulheres. A VFC em repouso foi medida com electrocardiograma (ECG), enquanto que os dados referentes à consistência de orgasmo foram obtidos pelo cálculo da proporção de orgasmos de cada tipo nas relações coitais. Adicionalmente, utilizaram-se o Female Sexual Function Index (FSFI) e o Female Sexual Distress Scale (FSDS) – Revised. Observou-se que menor VFC se associou a maior consistência de orgasmo vaginal e que maior satisfação se associou a maior consistência de orgasmo coital com estimulação directa do clítoris. Estes resultados são contraditórios com a literatura existente, mas espelham os resultados contraditórios que existem relativamente à relação entre o funcionamento sexual e a ansiedade (um correlato de baixa VFC). Os resultados são discutidos em termos de diferenças individuais na interpretação (appraisal) da activação fisiológica e da ansiedade com interpretações positivas levando a melhor função sexual e interpretações negativas levando a dificuldades sexuais. É importante um maior esclarecimento sobre a complexidade da resposta sexual feminina e suas relações com a VFC.