Publicação
Vinculação no adolescente com perturbação estado-limite da personalidade – Estudo exploratório
| Resumo: | Esta investigação tem como objectivos a descrição e caracterização do quadro nosológico de perturbação estado-limite da personalidade aplicado à adolescência; a compreensão da percepção de Vinculação nos adolescentes borderline e a distinção de possíveis manifestações clínicas e sintomáticas que a ela se associam. A amostra deste estudo integrou quarenta adolescentes, que frequentam uma Unidade de Pedopsiquiatria, com diagnóstico realizado de perturbação estado-limite da personalidade. A amostra de prestadores de cuidados constitui-se por trinta e nove mães e doze pais, perfazendo um total de cinquenta e um participantes. Foram utilizados, neste estudo, os seguintes instrumentos: Childhood Interview for DSM-IV Borderline Personality Disorder de Mary Zanarini (2003); Millon Adolescent Clinical Inventory (Tradução Experimental de Alexandra Anciães, 2004); Inventário sobre a Vinculação para a Infância e Adolescência de Marina Carvalho, Isabel Soares e Américo Baptista (2006). Conclui-se que a maioria dos jovens participantes possui percepção insegura da vinculação (55%). Destes, 36,4% denota percepção evitante da vinculação e 63,6% apresenta percepção ansiosa/ambivalente. Ao analisarmos as características da personalidade nos três grupos de vinculação, verificamos a existência de manifestações sintomáticas da externalização nos adolescentes com percepção segura da vinculação; manifestações sintomáticas da internalização e da externalização em adolescentes ansiosos/ambivalentes e uma predominância de aspectos da internalização nos sujeitos evitantes. O instrumento utilizado para a caracterização da personalidade demonstra-se eficaz, permitindo a distinção entre sintomas e manifestações clínicas da PELP e a organização de diferentes subgrupos, que apesar de apresentarem o mesmo diagnóstico, possuem características próprias que os definem. |
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| Autores principais: | Mendes, Ana dos Santos Rocio |
| Assunto: | Personalidade Estado-limite Adolescência Vinculação Personality Borderline Adolescence Attachment |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Esta investigação tem como objectivos a descrição e caracterização do quadro nosológico de perturbação estado-limite da personalidade aplicado à adolescência; a compreensão da percepção de Vinculação nos adolescentes borderline e a distinção de possíveis manifestações clínicas e sintomáticas que a ela se associam. A amostra deste estudo integrou quarenta adolescentes, que frequentam uma Unidade de Pedopsiquiatria, com diagnóstico realizado de perturbação estado-limite da personalidade. A amostra de prestadores de cuidados constitui-se por trinta e nove mães e doze pais, perfazendo um total de cinquenta e um participantes. Foram utilizados, neste estudo, os seguintes instrumentos: Childhood Interview for DSM-IV Borderline Personality Disorder de Mary Zanarini (2003); Millon Adolescent Clinical Inventory (Tradução Experimental de Alexandra Anciães, 2004); Inventário sobre a Vinculação para a Infância e Adolescência de Marina Carvalho, Isabel Soares e Américo Baptista (2006). Conclui-se que a maioria dos jovens participantes possui percepção insegura da vinculação (55%). Destes, 36,4% denota percepção evitante da vinculação e 63,6% apresenta percepção ansiosa/ambivalente. Ao analisarmos as características da personalidade nos três grupos de vinculação, verificamos a existência de manifestações sintomáticas da externalização nos adolescentes com percepção segura da vinculação; manifestações sintomáticas da internalização e da externalização em adolescentes ansiosos/ambivalentes e uma predominância de aspectos da internalização nos sujeitos evitantes. O instrumento utilizado para a caracterização da personalidade demonstra-se eficaz, permitindo a distinção entre sintomas e manifestações clínicas da PELP e a organização de diferentes subgrupos, que apesar de apresentarem o mesmo diagnóstico, possuem características próprias que os definem. |
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