Publicação
O poder da escrita expressiva e da criatividade numa amostra de adolescentes em contexto psicoterapêutico
| Resumo: | Nos últimos anos, a investigação sobre a Escrita Expressiva tem aumentado exponencialmente, tornando-se uma área em desenvolvimento. No entanto, embora haja evidência de que a Escrita Expressiva ofereça inúmeros benefícios à população adolescente, poucos são os estudos que englobam esta em contexto psicoterapêutico, bem como a vivência dos terapeutas e a importância que esta ferramenta, juntamente com a Criatividade, pode ter num processo psicoterapêutico. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivos principais: 1) perceber de que forma a Escrita Expressiva e a Criatividade podem contribuir para o processo psicoterapêutico de adolescentes e préadolescentes e, 2) refletir sob que condições e patologias a Escrita Expressiva pode apresentar melhores resultados. A amostra foi constituída por 8 adolescentes e 6 terapeutas. Através da realização das entrevistas aos terapeutas bem como da recolha dos textos escritos pelos adolescentes, verificou-se que, de acordo com as experiências narradas, o uso da Escrita Expressiva e da Criatividade produz mudanças significativas na aliança terapêutica, na condução do processo psicoterapêutico e, consequentemente, no desenvolvimento cognitivo e emocional do adolescente. Para além disso, a investigação sugere que a Escrita Expressiva apresenta melhores resultados quando o adolescente manifesta um quadro depressivo, tenha escrito o texto fora do contexto psicoterapêutico e este contenha um certo grau de criatividade. De uma forma geral, o presente estudo oferece um melhor entendimento aos profissionais sobre o uso da ferramenta da Escrita e da Criatividade bem como a possibilidade dos adolescentes as utilizarem como estratégias de coping para pensar, elaborar, ressignificar e solucionar os seus conflitos internos, sendo capazes de se autorregularem fora do contexto psicoterapêutico. |
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| Autores principais: | Pacheco, Carolina Pereira de Sousa |
| Assunto: | Escrita expressiva Criatividade Contexto psicoterapêutico Clínica de adolescentes Depressão Ansiedade |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | Nos últimos anos, a investigação sobre a Escrita Expressiva tem aumentado exponencialmente, tornando-se uma área em desenvolvimento. No entanto, embora haja evidência de que a Escrita Expressiva ofereça inúmeros benefícios à população adolescente, poucos são os estudos que englobam esta em contexto psicoterapêutico, bem como a vivência dos terapeutas e a importância que esta ferramenta, juntamente com a Criatividade, pode ter num processo psicoterapêutico. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivos principais: 1) perceber de que forma a Escrita Expressiva e a Criatividade podem contribuir para o processo psicoterapêutico de adolescentes e préadolescentes e, 2) refletir sob que condições e patologias a Escrita Expressiva pode apresentar melhores resultados. A amostra foi constituída por 8 adolescentes e 6 terapeutas. Através da realização das entrevistas aos terapeutas bem como da recolha dos textos escritos pelos adolescentes, verificou-se que, de acordo com as experiências narradas, o uso da Escrita Expressiva e da Criatividade produz mudanças significativas na aliança terapêutica, na condução do processo psicoterapêutico e, consequentemente, no desenvolvimento cognitivo e emocional do adolescente. Para além disso, a investigação sugere que a Escrita Expressiva apresenta melhores resultados quando o adolescente manifesta um quadro depressivo, tenha escrito o texto fora do contexto psicoterapêutico e este contenha um certo grau de criatividade. De uma forma geral, o presente estudo oferece um melhor entendimento aos profissionais sobre o uso da ferramenta da Escrita e da Criatividade bem como a possibilidade dos adolescentes as utilizarem como estratégias de coping para pensar, elaborar, ressignificar e solucionar os seus conflitos internos, sendo capazes de se autorregularem fora do contexto psicoterapêutico. |
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