Publicação
Avaliação do pocesso terapêutico numa perspetiva sistémica
| Resumo: | O presente estudo de caso tem como objetivo olhar sistemicamente para a estrutura e comunicação de duas famílias e perceber o impacto destas dimensões na construção da aliança terapêutica, nos recursos e nas dificuldades que evidenciam. Pretende-se ainda avaliar se alguns fatores observáveis no início de um processo terapêutico, tais como a coerência do pedido, a motivação para a mudança e a expectativa face à terapia, poderão influenciar a adesão ao processo terapêutico. A sua pertinência prende-se com a escassez de informação acerca do conhecimento científico na área da psicologia clínica sistémica. Para tal caracterizou-se e analisou-se um casal para quem a terapia foi considerada com sucesso e uma família que desistiu do seu processo terapêutico. O referencial teórico que sustentou este estudo foi a Teoria Estrutural de Minuchin, a Teoria da Comunicação de Watzlawick e o Modelo Circumplexo dos Sistemas Conjugais e Familiares de David Olson. Os instrumentos usados foram a Grelha de Caracterização das Famílias, o Genograma, o Systemic Clinical Outcome Routine Evaluation - SCORE-15 e o SOFTA-o Sistema Observação da Aliança em Terapia Familiar - (versão observacional). Os resultados demonstraram que níveis mais elevados de coesão e flexibilidade familiar potenciam a construção de uma aliança terapêutica e níveis mais baixos de coesão e flexibilidade familiar oferecem grande resistência à construção da mesma. As famílias cuja comunicação seja mais funcional dispõem de mais recursos e superam mais facilmente as dificuldades por oposição a quadros familiares com comunicações mais disfuncionais. A estrutura e a comunicação são fulcrais no processo terapêutico na medida em que estruturas familiares mais equilibradas, com processos comunicacionais mais funcionais, têm mais facilidade em potenciar os seus recursos, ultrapassar as dificuldades e construir a aliança terapêutica que aumenta a probabilidade de sucesso terapêutico. Sistemas familiares estruturalmente mais desequilibrados, com padrões comunicacionais pouco funcionais, têm mais dificuldade na otimização dos recursos, na superação das dificuldades e na construção da aliança terapêutica potenciando a rutura ou o abandono do processo terapêutico. |
|---|---|
| Autores principais: | Sílvia, Cristina Barroso de Sousa |
| Assunto: | Terapia familiar e conjugal sistémica Aliança terapêutica Coesão Flexibilidade e Comunicação Family and Marital Systemic Therapy Therapeutic Alliance Cohesion Flexibility and Communication |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Ispa-Instituto Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Ispa - Instituto Universitário |
| Resumo: | O presente estudo de caso tem como objetivo olhar sistemicamente para a estrutura e comunicação de duas famílias e perceber o impacto destas dimensões na construção da aliança terapêutica, nos recursos e nas dificuldades que evidenciam. Pretende-se ainda avaliar se alguns fatores observáveis no início de um processo terapêutico, tais como a coerência do pedido, a motivação para a mudança e a expectativa face à terapia, poderão influenciar a adesão ao processo terapêutico. A sua pertinência prende-se com a escassez de informação acerca do conhecimento científico na área da psicologia clínica sistémica. Para tal caracterizou-se e analisou-se um casal para quem a terapia foi considerada com sucesso e uma família que desistiu do seu processo terapêutico. O referencial teórico que sustentou este estudo foi a Teoria Estrutural de Minuchin, a Teoria da Comunicação de Watzlawick e o Modelo Circumplexo dos Sistemas Conjugais e Familiares de David Olson. Os instrumentos usados foram a Grelha de Caracterização das Famílias, o Genograma, o Systemic Clinical Outcome Routine Evaluation - SCORE-15 e o SOFTA-o Sistema Observação da Aliança em Terapia Familiar - (versão observacional). Os resultados demonstraram que níveis mais elevados de coesão e flexibilidade familiar potenciam a construção de uma aliança terapêutica e níveis mais baixos de coesão e flexibilidade familiar oferecem grande resistência à construção da mesma. As famílias cuja comunicação seja mais funcional dispõem de mais recursos e superam mais facilmente as dificuldades por oposição a quadros familiares com comunicações mais disfuncionais. A estrutura e a comunicação são fulcrais no processo terapêutico na medida em que estruturas familiares mais equilibradas, com processos comunicacionais mais funcionais, têm mais facilidade em potenciar os seus recursos, ultrapassar as dificuldades e construir a aliança terapêutica que aumenta a probabilidade de sucesso terapêutico. Sistemas familiares estruturalmente mais desequilibrados, com padrões comunicacionais pouco funcionais, têm mais dificuldade na otimização dos recursos, na superação das dificuldades e na construção da aliança terapêutica potenciando a rutura ou o abandono do processo terapêutico. |
|---|