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Memórias e experiências para além da exposição: (re)visitar o passado no Museu do Aljube

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente artigo resulta de uma pesquisa etnográfica realizada no Museu do Aljube – Resistência e Liberdade (Lisboa). Constituindo à data da sua abertura (2015), um museu inédito no contexto museológico português, procurou-se compreender os significados entretecidos por quem motiva processos de patrimonialização de locais como o do Aljube, por quem os experienciou durante a ditadura e por quem os visita hoje, em democracia. Metodologicamente, privilegiou-se o uso de observação participante, tendo sido acompanhadas cerca de 30 visitas orientadas e conduzido um conjunto de entrevistas semiestruturadas a visitantes. Este artigo centra-se especificamente no modo como, para além da sua exposição, o Museu do Aljube pode ser perspetivado como um espaço de evocação de memórias e de subjetividades, não apenas para os antigos presos políticos e aqueles que resistiram contra a ditadura, mas também para quem o visita e encontra um espaço de partilha – e, por vezes, de procura – das suas memórias pessoais e familiares, bem como dos seus entendimentos sobre o passado e a forma como este é usado no presente.
Autores principais:Almeida, Joana Miguel
Assunto:Portuguese dictatorship Aljube Museum memory museums museum visitors political prison Museu do Aljube museus de memória visitantes de museus prisão política ditadura portuguesa
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Évora
Idioma:português
Origem:Midas - Museus e Estudos Interdisciplinares
Descrição
Resumo:O presente artigo resulta de uma pesquisa etnográfica realizada no Museu do Aljube – Resistência e Liberdade (Lisboa). Constituindo à data da sua abertura (2015), um museu inédito no contexto museológico português, procurou-se compreender os significados entretecidos por quem motiva processos de patrimonialização de locais como o do Aljube, por quem os experienciou durante a ditadura e por quem os visita hoje, em democracia. Metodologicamente, privilegiou-se o uso de observação participante, tendo sido acompanhadas cerca de 30 visitas orientadas e conduzido um conjunto de entrevistas semiestruturadas a visitantes. Este artigo centra-se especificamente no modo como, para além da sua exposição, o Museu do Aljube pode ser perspetivado como um espaço de evocação de memórias e de subjetividades, não apenas para os antigos presos políticos e aqueles que resistiram contra a ditadura, mas também para quem o visita e encontra um espaço de partilha – e, por vezes, de procura – das suas memórias pessoais e familiares, bem como dos seus entendimentos sobre o passado e a forma como este é usado no presente.