Publication

A Motivação Sexual dos Adolescentes: Influência dos Fatores Sociodemográficos

View document

Bibliographic Details
Summary:Enquadramento: A sexualidade, presente ao longo da vida, na adolescência adquire novos contornos. O início da atividade sexual pode ser considerado um dos momentos com maior impacto na vida do adolescente, tornando-se, assim, importante conhecer as motivações que estão na base da decisão de iniciar ou não a atividade sexual. Objetivo: Foi objetivo deste trabalho identificar as variáveis sociodemográficas que influenciam a motivação dos adolescentes para fazer ou não fazer sexo. Métodos: Trata-se de um estudo de análise quantitativa, não experimental, com características de estudo descritivo e correlacional. A amostra é não probabilística por conveniência, constituída por 545 adolescentes (262 rapazes e 283 raparigas), com uma média de idade de 13,95 anos (Dp=1,25), a frequentar o 3º ciclo do ensino básico de quatro agrupamentos de escolas, três do concelho do Fundão e uma do concelho de Tabuaço (53,1% residentes em aldeias). O protocolo de avaliação incluiu um questionário, que possibilitou, numa primeira parte, fazer a caracterização sociodemográfica e da experiência sexual da amostra e, numa  segunda parte, identificar as motivações dos adolescentes para ter sexo, utilizando para o efeito a “Escala de motivação para fazer ou não fazer sexo” (Leal & Maroco, 2010). Resultados: O estudo revelou haver diferenças estatísticas entre o sexo e a motivação dos adolescentes para fazer ou não fazer sexo (p=0,000). Os rapazes são os que se apresentam mais motivados para fazer sexo por motivos de hedonismo e saúde, e a não fazer sexo por medo, conservadorismo/desinteresse e porque é imoral. De referir que a motivação das raparigas está relacionada com a interdependência relacional. Também a escolaridade se associou de forma significativa com a motivação sexual dos adolescentes (p=0,001). Conclusão: Os resultados evidenciam que quer o sexo quer a escolaridade influenciam a motivação dos adolescentes para fazer ou não fazer sexo. Identificar as causas que determinam as opções dos adolescentes neste âmbito permitirá aos pais e profissionais desenvolver estratégias de intervenção dirigidas às reais necessidades dos adolescentes.
Main Authors:Oliveira, Vera
Other Authors:Nelas, Paula; Aparício, Graça; Duarte, João
Subject:Articles
Year:2016
Country:Portugal
Document type:article
Access type:open access
Associated institution:Instituto Politécnico de Viseu
Language:Portuguese
Origin:Millenium
Description
Summary:Enquadramento: A sexualidade, presente ao longo da vida, na adolescência adquire novos contornos. O início da atividade sexual pode ser considerado um dos momentos com maior impacto na vida do adolescente, tornando-se, assim, importante conhecer as motivações que estão na base da decisão de iniciar ou não a atividade sexual. Objetivo: Foi objetivo deste trabalho identificar as variáveis sociodemográficas que influenciam a motivação dos adolescentes para fazer ou não fazer sexo. Métodos: Trata-se de um estudo de análise quantitativa, não experimental, com características de estudo descritivo e correlacional. A amostra é não probabilística por conveniência, constituída por 545 adolescentes (262 rapazes e 283 raparigas), com uma média de idade de 13,95 anos (Dp=1,25), a frequentar o 3º ciclo do ensino básico de quatro agrupamentos de escolas, três do concelho do Fundão e uma do concelho de Tabuaço (53,1% residentes em aldeias). O protocolo de avaliação incluiu um questionário, que possibilitou, numa primeira parte, fazer a caracterização sociodemográfica e da experiência sexual da amostra e, numa  segunda parte, identificar as motivações dos adolescentes para ter sexo, utilizando para o efeito a “Escala de motivação para fazer ou não fazer sexo” (Leal & Maroco, 2010). Resultados: O estudo revelou haver diferenças estatísticas entre o sexo e a motivação dos adolescentes para fazer ou não fazer sexo (p=0,000). Os rapazes são os que se apresentam mais motivados para fazer sexo por motivos de hedonismo e saúde, e a não fazer sexo por medo, conservadorismo/desinteresse e porque é imoral. De referir que a motivação das raparigas está relacionada com a interdependência relacional. Também a escolaridade se associou de forma significativa com a motivação sexual dos adolescentes (p=0,001). Conclusão: Os resultados evidenciam que quer o sexo quer a escolaridade influenciam a motivação dos adolescentes para fazer ou não fazer sexo. Identificar as causas que determinam as opções dos adolescentes neste âmbito permitirá aos pais e profissionais desenvolver estratégias de intervenção dirigidas às reais necessidades dos adolescentes.